quinta-feira, 17 de março de 2016

Milhares tomam a avenida Paulista em protesto contra o governo e nomeação de Lula

brasil em crise

 TV FOLHA



Com informações sobre a nomeação de Luiz Inácio Lula da Sila para a vaga de ministro da Casa Civil, milhares de brasileiros tomaram as ruas para protestar. Manifestações contra o governo Dilma foram registradas em ao menos 16 capitais do país na noite de quarta-feira (16). 


O número cresceu no decorrer do dia, sobretudo depois que o juiz federal Sergio Moro, que comanda a operação Lava Jato, divulgou uma conversa telefônica entre Lula e a presidente Dilma Rousseff, na qual ela diz que encaminhará a ele o "termo de posse" de ministro
Em São Paulo, segundo a Polícia Militar, o número de manifestantes até o fechamento desta reportagem era de 5.000.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) teve de fechar a avenida Paulista na altura do Masp (Museu de Arte de São Paulo). os manifestantes, que não passavam de 400 no fim da tarde de quarta (16), caminhavam para o sentido Paraíso. Munidos de apitos, bandeiras e cartazes que pedem a prisão do petista, eles gritavam contra Lula e contra a presidente Dilma.

Um dos cartazes trazia a frase "Pobre vai para a cadeia, rico vira ministro", dita pelo próprio ex-presidente em 1988, antes da eleição vencida por Fernando Collor de Mello.

Parte dos transeuntes que passam pela avenida se juntaram ao protesto; quem estava distante, colaborava com a manifestação por meio de panelaços.

Houve ao menos um caso de violência. A estudante Isadora Schautte, 18, foi agredida por manifestantes anti-Dilma. Segundo relatos, ela recebeu pontapés após ter respondido às críticas ao governo do PT. Seu namorado, Lucas Brasileiro, 21, também foi agredido ao tentar defendê-la. 

J. Duran Machfee/Futura Press/Folhapress
 
Grupo anti-Dilma se reúne neste fim de tarde no vão do Masp, em São Paulo, para protestar contra a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a ministro da Casa Civil nesta quarta-feira (16). Leia mais

A Polícia Militar, que tem uma base em frente ao Masp, não interveio até que o conflito estivesse separado. Segundo o tenente Altamare, o incidente foi rápido e os policias demoraram a ver o que estava acontecendo por causa da manifestação.

Por volta de 20h, a estimativa de manifestantes na avenida Paulista era de 1.500 pessoas, de acordo com contagem não-oficial de um tenente da PM. Eles invocavam o nome do juiz Sérgio Moro e entoavam gritos como "ei, PT, golpista é você" e "o povo paulista jamais será petista".

A sede Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) que fica próxima ao Masp, acendeu luzes verde e amarela e a mensagem "Reníncia Já". O prédio virou o fundo preferido para os selfies de protesto.

Nesse momento, regiões como Pinheiros, rua Frei Caneca e Vila Gumercindo estavam tomadas pelos panelaços.

Até depois de 21h, muitas pessoas tomavam o metrô e continuam a seguir para a avenida Paulista. A aposentada Eumira Rodrigues, 82, saiu de Santana para protestar pelo impeachment. "Vim porque eu quero um Brasil melhor para os meus 14 netos", disse.
De madrugada, houve batucada no protesto.






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