terça-feira, 22 de agosto de 2017

Voto distrital misto é a salvação da política no Brasil, diz ministro Barroso



Evaristo Sá - 20.jun.2017/AFP
Brazilian Judge Luis Roberto Barroso attends a session of the Federal Supreme Court on June 20, 2017 in Brasilia. The court is considering a new arrest warrant against secluded senator Aecio Neves of the Brazilian Social Democracy Party (PSDB), who is accused of having received bribes from the owners of meat processing global giant JBS.
O ministro Luís Roberto Barroso em sessão no STF

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), vê o fundo público de R$ 3,6 bilhões proposto na reforma política como símbolo máximo da falta de sintonia do Congresso Nacional com a população.
Mas lembra que os dois principais símbolos de outro modelo, o do financiamento eleitoral privado, estão presos —numa referência indireta ao empreiteiro Marcelo Odebrecht e ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
À Folha Barroso defende que as campanhas sejam bancadas por doações de pessoas físicas. E se mostra até favorável à aprovação do "indesejável distritão": mas só se essa for a condição para se adotar o sistema distrital misto.
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Folha - De que reforma política o Brasil precisa?
Luís Roberto Barroso - O Brasil precisa desesperadamente de uma reforma que, no sistema eleitoral, tenha três objetivos: baratear o custo das eleições, aumentar a representatividade no Legislativo e facilitar a governabilidade. O sistema atual é muito ruim, frauda a vontade do eleitor.
Qual seria a solução?
Acho boa a proposta do voto distrital misto. Divide a circunscrição em quantos distritos forem o número de cadeiras na Câmara. São Paulo, por exemplo, terá 70 distritos, e aí o político faz campanha num espaço delimitado. Acredito que pode ser a salvação da política no Brasil. Barateia a eleição e você pode verificar como foi o desempenho do seu candidato.
Além disso, o Senado já aprovou a cláusula de barreira e a proibição de coligação em eleições proporcionais. É preciso contar com o patriotismo dos parlamentares da Câmara para aprovarem essas duas providências, indispensáveis para que a política recupere a sua credibilidade. Numa democracia, política é gênero de primeira necessidade. Tudo o que eu falo, ainda que em tom crítico, é a favor da política.
Para quando devem ser feitas essas mudanças?
Cláusula de barreira e o fim das coligações defendo que valham para o ano que vem. O distrital misto eu desejaria [também], porém a demarcação dos distritos talvez seja complexa demais. Eu até tentaria. No entanto, se passar para 2020, já estou satisfeito.
Mas uma das propostas mais cotadas é a do distritão.
O distritão é péssimo. É caro, enfraquece mais ainda os partidos e empodera os deputados para um tipo de negociação individual que vai tornar o sistema mais corrupto. Como eles vão chegar à Câmara sem nada dever aos partidos, porque não vai haver distribuição de voto por legenda, a negociação com o Executivo não será feita partidariamente, mas isoladamente.
E o "semidistritão", que combinaria elementos dos dois modelos e tem sido cogitado?
É muito ruim também, ligeiramente menos ruim [do que o distritão].
Como vê o fundo eleitoral?
Esse fundo, que para o meu gosto não é democrático, primeiramente não pode ter R$ 3,6 bilhões. É inaceitável neste momento em que as pessoas estão perdendo o emprego, não estão recebendo aposentadoria; o Supremo demitiu os ascensoristas.
Gastar esse dinheiro é a questão simbólica da falta de sintonia com a sociedade. Se o preço a pagar pela transição para o distrital misto for um fundo com valores decentes, eu aceitaria pagar o preço. Mas tem que ser de R$ 1 bilhão para baixo.
Que modelo o sr. defende?
Sou contra o financiamento por empresas. Não consigo imaginar uma forma de regulamentação que impeça a extorsão, o achaque, a corrupção. Os dois símbolos desse modelo, tanto na iniciativa privada quanto no Congresso, estão presos [casos de Marcelo Odebrecht e de Eduardo Cunha].
Já existe financiamento público, com o fundo partidário e o horário na TV. O ideal é o financiamento com doações de pessoas físicas.
O sr. está confiante na aprovação dessas mudanças?
A população hoje tem mobilização para evitar retrocessos. Mesmo com toda a "operação abafa", a Lava Jato subsiste, empurrada por uma sociedade que se cansou da velha política e da velha ordem.
Há essa mobilização em relação à reforma política?
A reforma política é o tema mais importante em discussão no Brasil, mas o cidadão comum não tem tempo para entender esses meandros, não tem a dimensão da relevância. Tecnicalidades não mobilizam a população, é assim em qualquer lugar do mundo. 

FOLHA


quinta-feira, 29 de junho de 2017

Temer tem que sair



Eduardo Anizelli - 27.jun.2017/Folhapress
BRASILIA, DF, BRASIL, 27-06-2017, 15h30: O Presidente Michel Temer, faz discurso acompanhado de Deputados Federais, no Palacio do Planalto, em Brasilia. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress, PODER)
Michel Temer (PMDB) discursa no Planalto após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República

"Não sei como Deus me colocou aqui", disse Michel Temer nesta semana, no dia seguinte em que a PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentou a denúncia contra ele. É importante refrescar sua memória, e a dos brasileiros, de quem realmente o colocou lá. Temer foi escolhido por Dilma Rousseff e Lula da Silva para lutarem, juntos, pela presidência do Brasil em 2010. Ganharam, mas só isso não seria suficiente. Foram as irregularidades cometidas por Dilma que o alçaram à condução do país. Não, não foi Deus. Foram Dilma e Lula, que não são deuses, apesar do último se ver como tal.
Temer tem que sair. Pela Justiça e pelo Brasil. 

Temer argumenta que não há provas, ao mesmo tempo em que vem à tona uma enxurrada de situações e conversas que fazem o impeachment da presidente da Coreia do Sul parecer brincadeira de criança. Tenta explicar seu encontro noturno com o argumento de que o visitante criminoso é "o maior produtor de proteína animal do mundo", para ter uma conversa que nada tratou de proteína animal. Tratou de Eduardo Cunha, de um infiltrado na Lava Jato, do suborno de um juiz e seu substituto, de interferências no Ministério Público e do pedido de acesso extraoficial ao Ministro da Fazenda. Além disso, sobram gravações nada republicanas de seu braço direito, incluindo prorrogações de concessões portuárias por 35 anos sem licitação. Não há lugar sério no mundo onde um presidente que passe por isso não seja, no mínimo, julgado. 

Aqui entram os nossos representantes. Para que Temer seja julgado, a Câmara dos Deputados tem que aprovar a admissibilidade da denúncia. Note que não cabe aos deputados julgar o mérito, mas apenas admitir a denúncia para que o presidente seja julgado pelo Supremo. Vejamos agora qual será a atitude dos deputados diante da responsabilidade de submeter à Justiça o presidente da República. Vejamos que exemplo querem dar aos seus eleitores, que não mais aceitam passivamente que seus governantes saiam ilesos diante de vergonhosas irregularidades. 

Curiosa e supreendentemente, muitos argumentam que deveríamos poupar o presidente para poupar o país. Dizem que o mais correto seria deixar de lado o caso do presidente, para que ele voltasse a focar na agenda legislativa. Santa ingenuidade. O presidente é, no momento, refém do Congresso, e não seu influenciador. Muito menos seu líder. Não há qualquer possibilidade de foco no progresso do país enquanto não se encaminharem as denúncias à Justiça. A instabilidade que alguns temem já existe, e é máxima. 

Para que as reformas sejam retomadas, o melhor é que o presidente seja afastado imediatamente, para poder ser julgado o mais rapidamente possível. Enquanto isso, Rodrigo Maia não teria outra alternativa a não ser retomar as cruciais reformas para o Brasil, forçando a Câmara a pensar no país, em vez de barganhar sua posição privilegiada de proteger o presidente. De hoje até março de 2018, quando as eleições travarão o Congresso, são apenas 6 meses úteis para recolocar o Brasil numa trajetória de recuperação. Não temos um segundo a perder. 

Defender a queda de Temer, que fique claro, não significa defender o irracional "Fora Temer" que os petistas que o elegeram gritam desde que ele assumiu, por puro desequilíbrio emocional, dor de cotovelo e oportunismo, sem quaisquer argumentos legais. Significa sim, agora sim, baseado em fatos concretos, pedir investigação e Justiça para rechaçar o último governante do trio de presidentes mais nocivos da história do Brasil. Significa exigir, junto com Temer, a prisão de Lula, a investigação de Dilma, e o andamento célere das condenações de um grupo de bandidos que tomou nosso país. Significa iniciar a criação de uma alternativa para a sociedade brasileira. 

E, para isso, vamos às ruas. 


FOLHA

sábado, 17 de junho de 2017

Michel Temer decide processar Joesley Batista após acusação em entrevista



Pedro Ladeira - 12.mai.2016/Folhapress
Brasilia, DF, Brasil 12.05.2016 Michel Temer deixa o gabinete da vice presiddencia apos reunioes no anexo do palacio do planalto foto:Pedro Ladeira/Folhapress cod 4847
Em reação a entrevista, o presidente Michel Temer decidiu processar sócio da J&F


O presidente Michel Temer decidiu processar Joesley Batista, sócio do grupo J&F, após o empresário afirmar, em entrevista à revista "Época", que o peemedebista lidera a "maior organização criminosa do país".
 
Temer divulgou uma longa nota neste sábado (17) para dizer que entrará, na segunda-feira (19), com ações civil e penal contra o empresário, como antecipou a Folha, e que o governo "não será impedido de apurar" crimes praticados por Joesley. 

"Suas mentiras serão comprovadas e será buscada a devida reparação financeira pelos danos que causou, não somente à instituição Presidência da República, mas ao Brasil. O governo não será impedido de apurar e responsabilizar o senhor Joesley Batista por todos os crimes que praticou, antes e após a delação", diz o texto. 

Segundo a Folha apurou, o presidente acredita que o Ministério Público Federal vai utilizar as novas declarações do empresário para "reconstruir" a base da denúncia que deve apresentar contra Temer na próxima semana. 

Na nota, o presidente acusa Joesley de "desfiar mentiras em série", proteger "estrategicamente" o PT e critica a impunidade conferida ao empresário, em uma referência indireta à PGR (Procuradoria-Geral da República) e seu comandante, Rodrigo Janot. 

À "Época", Joesley diz que o ex-presidente Lula "institucionalizou" a corrupção no país, mas que nunca teve uma conversa não republicana com o petista. 

Segundo a nota de Temer, porém, a relação da JBS com o governo começou na gestão petista, na qual estavam "os verdadeiros contatos do submundo" do empresário e "as conversas realmente comprometedoras com os sicários que o acompanhavam". 

"Os fatos elencados demonstram que o senhor Joesley Batista é o bandido notório de maior sucesso na história brasileira. Conseguiu enriquecer com práticas pelas quais não responderá e mantém hoje seu patrimônio no exterior com o aval da Justiça. Imputa a outros os seus próprios crimes e preserva seus reais sócios", diz a nota. 

E segue: "[Joesley] obtém perdão pelos seus delitos e ganha prazo de 300 meses para devolver o dinheiro da corrupção que o tornou bilionário, e com juros subsidiados. Pagará, anualmente, menos de um dia do faturamento de seu grupo para se livrar da cadeia. O cidadão que renegociar os impostos com a Receita Federal, em situação legítima e legal, não conseguirá metade desse prazo e pagará juros muito maiores". 

Integrantes do governo admitem, em caráter reservado, que o discurso do empresário cria um novo abalo político para o Planalto, que está mergulhado em uma grave crise há um mês, desde que vieram a público os detalhes da delação da JBS.
 
A ordem de Temer, portanto, é manter a ofensiva contra a JBS e contra a PGR que, segundo assessores do presidente, claramente investe em uma "escalada" contra o governo, cujo próximo passo, acreditam, deve ser a prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA).
 
Na entrevista, Joesley afirma que Geddel era o "mensageiro" responsável por informar Temer sobre pagamentos feitos pelo empresário ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso desde o ano passado em Curitiba.

Ainda de acordo com Joesley, Geddel o procurava quinzenalmente para se atualizar sobre a compra do silêncio de Cunha e repassar as notícias ao presidente. "Era uma agonia terrível", diz o empresário.
Em suas novas declarações, o sócio da J&F confirma o que disse em seu depoimento à PGR sobre pagar Cunha e o operador Lúcio Bolonha Funaro, também preso, para que ambos não o delatassem.
Para Joesley, Temer é o chefe de uma organização criminosa que contava com Cunha, Geddel, o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), preso há dez dias, e os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil).
Um dos principais auxiliares de Temer, Moreira nega qualquer irregularidade e diz que as declarações do empresário são uma "suspeição afrontosa". 

"Politicamente, dentro do PMDB, eu militei no grupo liderado pelo presidente Michel Temer mas jamais participei ou vi práticas ilícitas. É uma suspeição afrontosa o que esse senhor levanta", declarou Moreira à Folha

"É surpreendente a ousadia e a desenvoltura em mentir do contraventor Joesley Batista. Estive com ele uma única vez, em um grupo de brasileiros, numa viagem de trabalho em Pequim, ocasião em que me foi apresentado. E nunca mais nos encontramos. Seu juízo a meu respeito é o de quem quer prestar serviço e para tal, aparenta um relacionamento que nunca existiu."

BASE ALIADA

Auxiliares de Temer avaliavam como "frágeis" os elementos que seriam utilizados para sustentar as acusações contra o presidente –baseadas na gravação de uma conversa entre Temer e Joesley– mas agora admitem, em caráter reservado, que o novo discurso do empresário pode corroborar as suspeitas por corrupção, obstrução de justiça e formação de organização criminosa e robustecer a denúncia. 

No Congresso, o plano da coalizão governista é partir para o ataque contra Joesley e o Ministério Público por meio da CPI criada, mas ainda não instalada, para tratar da delação da JBS. 

Um dos aliados de Temer, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) diz que o presidente é o primeiro a defender que tudo seja investigado e esclarecido: "Esse sujeito [Joesley] é réu confesso e tem um acordo de delação que o livrou desse monte de sujeira. Do outro lado, tem pessoas que negam as acusações. Tem que se investigar tudo." 

A oposição, por sua vez, aposta nas novas declarações como mais uma fato que pode "antecipar" a saída de Temer do cargo. 

O líder da bancada do PT na Câmara, Carlos Zarattini (PT-SP), afirmou que a entrevista de Joesley diz que "a denúncia é muito grave, colocou Temer como líder de uma quadrilha". "À medida em que a denúncia de Janot for chegando ao Congresso, a maioria que o governo diz que tem agora vai acabar se esfarelando. Vai se acabando essa maioria. É insustentável esse governo. O PSDB vai desembarcar do governo. Se ainda fosse um governo com popularidade, mas nem isso ele tem", afirma o petista. 

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA:
"Em 2005, o Grupo JBS obteve seu primeiro financiamento no BNDES. Dois anos depois, alcançou um faturamento de R$ 4 bilhões. Em 2016, o faturamento das empresas da família Batista chegou a R$ 183 bilhões. Relação construída com governos do passado, muito antes que o presidente Michel Temer chegasse ao Palácio do Planalto. Toda essa história de "sucesso" é preservada nos depoimentos e nas entrevistas do senhor Joesley Batista. Os reais parceiros de sua trajetória de pilhagens, os verdadeiros contatos de seu submundo, as conversas realmente comprometedoras com os sicários que o acompanhavam, os grandes tentáculos da organização criminosa que ele ajudou a forjar ficam em segundo plano, estrategicamente protegidos. 

Ao bater às portas do Palácio do Jaburu depois de 10 meses do governo Michel Temer, o senhor Joesley Batista disse que não se encontrava havia mais de 10 meses com o presidente. Reclamou do Ministério da Fazenda, do Cade, da Receita Federal, da Comissão de Valores Mobiliários, do Banco Central e do BNDES. Tinha, segundo seu próprio relato, as portas fechadas na administração federal para seus intentos. Qualquer pessoa pode ouvir a gravação da conversa na internet para comprová-lo. 

Em relação ao BNDES, é preciso lembrar que o banco impediu, em outubro de 2016, a transferência de domicílio fiscal do grupo para a Irlanda, um excelente negócio para ele, mas péssimo para o contribuinte brasileiro. Por causa dessa decisão, a família Batista teve substanciais perdas acionárias na Bolsa de Valores e continuava ao alcance das autoridades brasileiras. Havia milhões de razões para terem ódio do presidente e de seu governo. 

Este fim de semana, em entrevista à revista "Época", esse senhor desfia mentiras em série. 

A maior prova das inverdades desse é a própria gravação que ele apresentou como documento para conseguir o perdão da Justiça e do Ministério Público Federal por crimes que somariam mais de 2000 mil anos de detenção. Em entrevista, ele diz que o presidente sempre pede algo a ele nas conversas que tiveram. Não é do feitio do presidente tal comportamento mendicante. Quando se encontraram, não se ouve ou se registra nenhum pedido do presidente a ele. E, sim, o contrário. Era Joesley quem queria resolver seus problemas no governo, e pede seguidamente. Não foi atendido antes, muito menos depois. 

Ao delatar o presidente, em gravação que confessa alguns de seus pequenos delitos, alcançou o perdão por todos seus crimes. Em seguida, cometeu ilegalidades em série no mercado de câmbio brasileiro comprando US$ 1 bilhão e jogando contra o real, moeda que financiou seu enriquecimento. Vendeu ações em alta, dando prejuízo aos acionistas que acreditaram nas suas empresas. Proporcionou ao país um prejuízo estimado em quase R$ 300 bilhões logo após vazar o conteúdo de sua delação para obter ganhos milionários com suas especulações. 

Os fatos elencados demonstram que o senhor Joesley Batista é o bandido notório de maior sucesso na história brasileira. Conseguiu enriquecer com práticas pelas quais não responderá e mantém hoje seu patrimônio no exterior com o aval da Justiça. Imputa a outros os seus próprios crimes e preserva seus reais sócios. Obtém perdão pelos seus delitos e ganha prazo de 300 meses para devolver o dinheiro da corrupção que o tornou bilionário, e com juros subsidiados. Pagará, anualmente, menos de um dia do faturamento de seu grupo para se livrar da cadeia. O cidadão que renegociar os impostos com a Receita Federal, em situação legítima e legal, não conseguirá metade desse prazo e pagará juros muito maiores. 

O presidente tomará todas medidas cabíveis contra esse senhor. Na segunda-feira, serão protocoladas ações civil e penal contra ele. Suas mentiras serão comprovadas e será buscada a devida reparação financeira pelos danos que causou, não somente à instituição Presidência da República, mas ao Brasil. O governo não será impedido de apurar e responsabilizar o senhor Joesley Batista por todos os crimes que praticou, antes e após a delação. 

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República"




quarta-feira, 14 de junho de 2017

Instituto de Gilmar Mendes recebeu patrocínio de R$ 2,1 milhões da J&F


Marlene Bergamo -8.jun.2017/Folhapress
O presidente do TSE e ministro do STF Gilmar Mendes, ao centro
O presidente do TSE e ministro do STF Gilmar Mendes, ao centro


O grupo J&F, que controla a JBS, gastou nos últimos dois anos R$ 2,1 milhões em patrocínio de eventos do IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), que tem como sócio o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). 

Ao ser questionado pela Folha sobre o assunto, o instituto disse que devolveu R$ 650 mil deste total no dia 29 de maio, após a revelação do acordo de delação premiada de executivos da empresa. 

O IDP diz que, em razão de uma cláusula contratual relacionada à conduta ética e moral por parte do patrocinador, rescindiu um contrato assinado em 11 de junho de 2015 com o grupo. 

Segundo a faculdade, os recursos foram destinados a cinco eventos, "além do suporte a um grupo de estudos em Direito do Trabalho, da concessão de bolsas de estudo para estudantes carentes e egressos do sistema prisional, cursos gratuitos para a comunidade". 

De acordo com o IDP e a JBS, um dos congressos incluídos nos patrocínios ocorreu em abril, em Portugal, pouco mais de uma semana depois de sete executivos do frigorífico firmarem um acordo de delação com o Ministério Público Federal. Participaram daquele encontro magistrados, ministros do governo de Michel Temer, além de advogados e políticos. 

A JBS, por meio da assessoria de imprensa, diz que gastou R$ 1,45 milhão desde 2015, sem mencionar a devolução de R$ 650 mil. A empresa cita três congressos patrocinados, sendo o último realizado em Portugal, neste ano, no valor de R$ 650 mil. 

A delação foi homologada pelo ministro Edson Fachin no STF, relator do caso, que decidiu levar ao plenário do tribunal um recurso do governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), que contesta sua relatoria. Ou seja, o colegiado do qual Gilmar faz parte terá que tomar decisão sobre a delação. Não há ainda data para esse julgamento. 

Em maio, Gilmar defendeu que a homologação da delação fosse discutida pelo plenário. O acordo tem sido alvo de críticas por supostas fragilidades em relação a penas dos envolvidos. 

No dia 27 de maio, reportagem da Folha informou que a família de Gilmar vende gado no Mato Grosso para o frigorífico –segundo ele, as negociações são encabeçadas pelo irmão. O ministro diz que não havia motivo para se declarar impedido de participar de votações sobre assuntos envolvendo a empresa. 

Na ocasião, a reportagem o questionou sobre encontro que teve com o empresário Joesley Batista, delator e um dos sócios da JBS que gravou secretamente o presidente Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG). 

Gilmar confirmou a reunião, ocorrida, segundo ele, a pedido do advogado Francisco de Assis e Silva, outro delator da empresa. Joesley, de acordo com Gilmar, apareceu de surpresa. A reunião, diz o ministro, tratou de questão referente a um julgamento do STF sobre o setor de agronegócio. 

A data da conversa, segundo Gilmar, é posterior a 30 de março, quando o tribunal realizou um julgamento sobre o Funrural, fundo abastecido com contribuições de produtores rurais à previdência. 

O IDP anunciou a presença do presidente Temer em um seminário patrocinado pelo governo. De acordo com a programação, Temer participará da cerimônia de abertura do seminário, marcado para os dias 20 e 21 de junho. 

O evento é chamado de "7º Seminário Internacional de Direito Administrativo e Administração Pública-Segurança Pública a Partir do Sistema Prisional". O anúncio no site da faculdade de Gilmar estampa propaganda da Caixa e o logo oficial do governo. O banco informou à Folha que vai repassar R$ 90 mil de patrocínio. O ministro e a faculdade negam conflitos de interesse –alegam que a Caixa patrocina eventos do instituto desde 2011.

OUTRO LADO
 
O IDP afirmou que até a delação, "a conduta das empresas do grupo J&F era considerada exemplar", inclusive como relevantes patrocinadores de iniciativas acadêmicas e culturais de inúmeras instituições públicas e privadas. 

"As ofertas de patrocínio, para qualquer empresa, são formuladas pela administração e pelo jurídico do IDP, por escrito. A exposição da marca é sempre decisão unilateral do patrocinador", disse o instituto. 

Sobre os R$ 650 mil devolvidos em maio, o IDP diz que os recursos chegaram depois da realização do evento. E, por isso, como não foram gastos, foram devolvidos. 

Por meio da assessoria, Gilmar disse que "não é, nem nunca foi, administrador do IDP. Sendo assim, não há como se manifestar sobre questões relativas à administração do instituto". E citou as regras previstas na legislação sobre possível impedimento dele em julgamentos. 

A assessoria da JBS não respondeu a diversas questões feitas pela Folha: quem fez os pedidos em nome do IDP, se houve alguma solicitação por parte de Gilmar e se a JBS costuma patrocinar eventos de outras faculdades.




quinta-feira, 18 de maio de 2017

STF afasta Aécio Neves do Senado e manda prender irmã dele; acompanhe








Mateus Bonomi/AGIF/Folhapress
Senador Aécio Neves (PSDB) fala ao telefone durante sessão no Senado, em Brasília, na noite desta quarta-feira
Aécio Neves (PSDB) fala ao telefone durante sessão no Senado, em Brasília, na noite desta quarta
Acompanhe os desdobramentos da revelação da delação da empresa J&F que atinge o presidente Michel Temer (PMDB) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu afastar cargo o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB e que aparece, segundo reportagem, em gravação pedindo R$ 2 milhões a donos do frigorífico JBS, que negociam delação premiada. 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

PF indicia Lula por edição de Medida Provisória sobre incentivos fiscais

Segue para o MPF


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi indiciado nesta segunda-feira (15/5) pela Polícia Federal pelo crime de corrupção passiva por suposta participação na venda de uma medida provisória em inquérito oriundo da operação zelotes, que investiga corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). O relatório ainda vai para análise do Ministério Público Federal, que pode ou não oferecer denúncia à Justiça.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Delatora diz que pagou R$ 200 mil à 'Dilma Bolada' a pedido da petista

lava jato


Reprodução-27.set.2013/Instagram/Palaciodoplanalto
Dilma com Dilma Bolada ----http://instagram.com/p/exNGaWR3mR/#
Jefferson Monteiro, criador do perfil Dilma Bolada, ao lado da ex-presidente Dilma Rousseff


Delatora da Operação Lava Jato, Mônica Moura disse que pagou R$ 200 mil com dinheiro de caixa 2 ao publicitário Jefferson Monteiro, criador da personagem "Dilma Bolada", a pedido da ex-presidente Dilma Rousseff.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Juiz determina suspensão de atividades do Instituto Lula



Danilo Verpa/Folhapress
SÃO PAULO, SP, 07.08.2015: INSTITUTO-LULA - O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante ato contra o ódio e a intolerância em frente da sede do Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, zona sul da capital paulista. Nesta sexta-feira (7), lideranças metalúrgicas, movimentos sociais, sindicais e partidos políticos farão uma série de manifestações contra o ódio e a intolerância, em defesa da democracia e pela apuração e punição dos responsáveis pelo atentado a bomba na sede do Instituto Lula, na noite do dia 30 de julho. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e o ex-presidente Lula na sede do Instituto.

O juiz federal substituto Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, ordenou a suspensão das atividades do Instituto Lula, localizado no bairro do Ipiranga, em São Paulo.
A decisão, divulgada nesta terça-feira (9), foi tomada no último dia 5. 

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Moro determina quebra sigilo telefônico de Palocci no período em que era ministro

dentificação de chamada



O juiz federal Sergio Moro determinou a quebra do sigilo telefônico do ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci por um período de 13 anos. Em despacho assinado na quinta-feira (5/5), o magistrado concordou com pedido do Ministério Público Federal para ter acesso às ligações feitas e recebidas por Palocci entre os dias 1º de janeiro de 2005 e 5 de abril de 2017.

Defesa de Antonio Palocci considerou
o despacho “ilegal e desnecessário”.
Reprodução

Receita esconde de auditores dados da regularização de ativos no exterior

Sigilo do sigilo




Nem mesmo os auditores fiscais da Receita Federal têm como saber quem aderiu ao programa de regularização de ativos mantidos no exterior. Por determinação interna e sigilosa da Receita, os CPFs e CNPJs dos participantes do programa nos sistemas do Fisco foram substituídos pelo CNPJ da Secretaria da Receita Federal. Ou seja, é impossível conhecer os verdadeiros donos do dinheiro que aportou no país.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Decisão de Fachin sobre caso de Antonio Palocci revolta segunda turma do Supremo



Por Painel

Tempo fechado A decisão do ministro Edson Fachin de empurrar para o plenário o habeas corpus de Antonio Palocci causou irritação generalizada na segunda turma do Supremo, que originalmente trata da Lava Jato. O único que neste momento atua como bombeiro no impasse é o decano Celso de Mello.

Renato Duque diz que Lula tinha 'pleno conhecimento' de esquema

lava jato

Reprodução


Renato Duque, em audiência com Moro em 5.mai.2017
Renato Duque, em audiência com Moro nesta sexta (5)

O ex-diretor da Petrobras Renato Duque falou nesta sexta-feira (5) pela primeira vez na Justiça Federal e fez acusações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Lava Jato denuncia Dirceu no dia em que STF decide sobre soltura do petista


Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/Folhapress


CURITIBA, PR,29.01.2016 - LAVA JATO - O ex-ministro José Dirceu chega a sede da Justiça para participar do depoimento na Justiça Federal do Paraná na tarde desta sexta-feira (29)( Foto: Paulo Lisboa / Brazil Photo Press) *** PARCEIRO FOLHAPRESS - FOTO COM CUSTO EXTRA E CRÉDITOS OBRIGATÓRIOS ***
José Dirceu chega à Justiça Federal para participar de depoimento

Uma semana após o STF (Supremo Tribunal Federal) iniciar o julgamento de pedido de liberdade provisória (habeas corpus) de José Dirceu, o Ministério Público Federal no Paraná apresentou nesta terça (2) denúncia contra o ex-ministro sob a acusação de recebimento de propina.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Fachin ironiza decisão do STF que soltou presos da Lava Jato

LETÍCIA CASADO

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), reagiu com ironia ao comentar a decisão de colegas dele na Segunda Turma da corte que soltou dois presos da Lava Jato.

terça-feira, 25 de abril de 2017

STF pode soltar ex-ministro José Dirceu nesta terça



Giuliano Gomes/Folhapress
Ex-ministro José Dirceu, preso na Operação Lava Jato, presta depoimento à CPI da Petrobras, no prédio da Justiça Federal em Curitiba
Ex-ministro José Dirceu (ao meio) em depoimento à CPI da Petrobras em 2015

O STF (Supremo Tribunal Federal) pode determinar nesta terça (25) que José Dirceu saia da prisão. O habeas corpus apresentado por seus advogados será apreciado por cinco ministros de uma das turmas do STF. 

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Léo Pinheiro diz que Lula pediu para ele destruir provas de propina


lava jato



Ed Ferreira - 26.mai.15/Folhapress


José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, em depoimento à CPI da Petrobras no ano passado
José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, em depoimento à CPI da Petrobras em 2015


O empresário Léo Pinheiro, sócio da OAS, disse em audiência em Curitiba que o ex-presidente Lula pediu para ele destruir provas sobre propinas que a empreiteira pagou ao PT. 

Segundo Pinheiro, Lula e ele discutiram sobre propina no Instituto Lula, entre abril e maio de 2014, dois meses depois que a Operação Lava Jato ter sido iniciada. Lula parecia "um pouco irritado" e teria perguntado se a OAS pagava propina ao PT no Brasil ou no exterior, segundo o relato feito pelo empreiteiro.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Delações da Odebrecht desgatam relação de Padilha e Moreira Franco

Pedro Ladeira/Folhapress


BRASILIA, DF, BRASIL, 13-03-2017, 17h00: O ministro chefe da Casa Civil Eliseu Padilha volta ao trabalho após licença médica. Ele participa de reunião com líderes da base aliada no Congresso e ministros do governo para tratar da reforma da previdência. No palácio do planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha


A relação dos ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, da Secretaria-Geral, que já era ruim, ficou péssima depois que as delações premiadas da Odebrecht vieram à tona. Os executivos deram mais informações sobre como, na versão deles, o dinheiro circulava no coração do PMDB. Nem todas elas eram do inteiro conhecimento dos dois auxiliares de Temer.




segunda-feira, 17 de abril de 2017

Ministros do STF defendem força-tarefa para enfrentar novos inquéritos da Lava-Jato

Medida seria importante para evitar demora nas investigações

17/04/2017 7:33  

BRASÍLIA – Com a grande quantidade de processos da Lava-Jato que chegou ao STF, pelo menos dois dos onze ministros defendem a formação de uma espécie de força-tarefa para que a corte consiga instruir as ações em tempo hábil, sem correr o risco de alongar indefinidamente as investigações. Essa força-tarefa consistiria em convocar mais juízes auxiliares e assessores para ajudar o ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato do tribunal. Esses ministros são contrários a uma ideia veiculada por outro grupo no tribunal, que quer mudar a regra do foro especial e, com isso, transferir parte dos processos para outras instâncias do Judiciário, desafogando assim o trabalho no Supremo.

Quem são os 98 políticos na lista do Ministro Edson Fachin


Lava Jato
Confira abaixo os nomes, as acusações e o que dizem os incluídos em inquéritos originados pelo acordo de delação da Odebrecht e abertos após determinação do ministro Edson Fachin; entre os nomes estão os dos ex-presidentes FHC, Lula e Dilma


Filtrar por:


Senador

Aécio Neves
(PSDB - MG)

Acusação

Alvo de 5 inquéritos, um deles sobre recebimento R$ 7,3 milhões “a pretexto de doação” para campanha de Anastasia
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro; em um dos casos, fraude a licitações

Outro lado

Diz que “considera importante o fim do sigilo sobre o conteúdo das delações e considera que assim será possível demonstrar a correção de sua conduta”


Deputado federal

Alfredo Nascimento
(PR - AM)

Acusação

Solicitou ajuda de R$ 200 mil de cada uma de várias empresas quando era ministro dos Transportes; repasse ocorreu em 2006
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“Não tenho e não tive qualquer relação com executivos, empresas e estatais envolvidos”


Ministro

Aloysio Nunes Ferreira
(PSDB - SP)

Ministro das Relações Exteriores

Acusação

Recebeu R$ 500 mil ilegalmente na campanha para o Senado em 2010
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro, crime contra a ordem econômica e fraude a licitação

Outro lado

Diz que “as afirmações são mentirosas”. Só vai se manifestar depois que tiver acesso ao conteúdo do pedido de inquérito


Outros

Ana Paula Lima
(PT - SC)

Deputada estadual

Acusação

Recebeu, a pedido do marido, Décio de Nery Lima, R$ 500 mil em doação não declarada na campanha para a Prefeitura de Blumenau (ela foi derrotada)
Natureza
caixa dois

Outro lado

“Não sou ré e nem investigada em nenhum processo da Lava Jato. Doações à minha campanha foram declaradas e aprovadas”


Senador

Antônio Anastasia
(PSDB - MG)

Acusação

Recebeu R$ 7,3 milhões, em 2009 e 2010, a pretexto de doação eleitoral para campanha ao governo de MG
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Diz que “nunca tratou de qualquer assunto ilícito com ninguém”


Deputado federal

Antônio Brito
(PSD - BA)

Acusação

Recebeu R$ 100 mil na campanha para a Câmara em 2010
Natureza
caixa dois

Outro lado

“Doações eleitorais da campanha de 2010 foram declaradas e aprovadas nas prestações de contas”


Deputado federal

Arlindo Chinaglia
(PT - SP)

Acusação

Integrou grupo que atuaria em favor da Odebrecht na construção da usina de Santo Antônio em que receberia R$ 10 milhões
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Diz não saber “onde e de que maneira foi citado”


Deputado federal

Arthur Maia
(PPS - BA)

Acusação

Recebeu R$ 200 mil na campanha para a Câmara em 2010
Natureza
caixa dois

Outro lado

Deputado afirma que todas as doações de campanha estão de acordo com a lei, devidamente declaradas e aprovadas pelo TRE-BA


Deputado federal

Betinho Gomes
(PSDB - PE)

Acusação

Recebeu R$ 75 mil durante a campanha de 2012, para a Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho (PE) em troca de favorecimento em empreendimento; em 2014 recebeu R$ 100 mil por desoneração fiscal no mesmo empreendimento
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Diz não ter cometido irregularidades e reafirma apoio à Lava Jato


Deputado federal

Beto Mansur
(PRB - SP)

Acusação

Recebeu R$ 550 mil em campanha eleitoral
Natureza
caixa dois

Outro lado

“Doações foram efetuadas dentro da legislação vigente à época”


Ministro

Blairo Maggi
(PP - MT)

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Acusação

Recebeu R$ 12 milhões na campanha para o governo de MT em 2006
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“Não recebi doações da Odebrecht, não tenho ou tive qualquer relação com a empresa ou seus dirigentes”


Ministro

Bruno Araújo
(PSDB - PE)

Ministro das Cidades

Acusação

Recebeu doação de R$ 600 mil não declarados em 2010 e 2012
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“Solicitei doações para diversas empresas, inclusive a Odebrecht. Mantive uma relação institucional com todas essas empresas”


Deputado federal

Cacá Leão
(PP - BA)

Acusação

Recebeu R$ 50 mil para campanha em 2014, dos quais R$ 30 mil pelo Setor de Operações Estruturadas e R$ 20 mil por doação oficial
Natureza
caixa dois

Outro lado

“Todas as doações foram recebidas de forma oficial. Jamais tive qualquer tipo de pedido [por parte da Odebrecht]”


Outros

Cândido Vaccarezza
(PTdoB - SP)

Ex-deputado federal

Acusação

Solicitou vantagem em contrapartida pela atuação em prol da aprovação, pela Previ, de aquisição de torre comercial no Parque da Cidade
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“Todas as doações da Odebrecht para as minhas campanhas foram legais e declaradas à Justiça Eleitoral”


Deputado federal

Carlos Zarattini
(PT - SP)

Acusação

Recebeu R$ 50 mil em recursos não contabilizados na campanha de 2010; solicitou vantagem em contrapartida por atuação em prol da aprovação, pela Previ, de aquisição de torre comercial no Parque da Cidade
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“Não tive acesso ao conteúdo das supostas delações. Todas as minhas doações foram legais e declaradas”


Senador

Cássio Cunha Lima
(PSDB - PB)

Acusação

Recebeu R$ 800 mil na campanha ao governo da Paraíba em 2014
Natureza
caixa dois

Outro lado

“A Odebrecht nunca prestou serviços para os governos que comandei; no caso do Refis, eu nem sequer era senador”


Deputado federal

Celso Russomano
(PRB - SP)

Acusação

Recebeu R$ 50 mil de caixa dois na campanha para a Câmara em 2010 [ele concorreu ao governo de SP]
Natureza
caixa dois

Outro lado

“Doações que recebi foram oficiais. Nunca dei nada em troca, ofereci absolutamente nada e recebi absolutamente nada”


Outros

César Maia
(DEM - RJ)

Vereador do Rio de Janeiro, ex-prefeito do Rio e ex-deputado federal

Acusação

Recebeu R$ 600 mil na campanha em 2010. O dinheiro foi solicitado pelo filho, Rodrigo Maia
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“Nunca recebi um tostão da Odebrecht. Ela doava ao partido e o partido entregava aos candidatos”


Senador

Ciro Nogueira
(PP - PI)

Acusação

Recebeu R$ 1,3 milhão em caixa dois nas campanhas de 2010 e 2014
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro


Senador

Dalírio Beber
(PSDB - SC)

Acusação

Recebeu R$ 500 mil para a campanha de Napoleão Bernardes à Prefeitura de Blumenau
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“Rechaço com veemência toda e qualquer denúncia de prática de ilícitos. Estou indignado, mas absolutamente tranquilo”


Deputado federal

Daniel Almeida
(PCdoB - BA)

Acusação

Recebeu R$ 400 mil para facilitação de obras
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“Não tenho nada a temer. Se algum inquérito for aberto, tenho convicção que o destino será o arquivamento”


Deputado federal

Daniel Vilela
(PMDB - GO)

Acusação

Recebeu com o pai, Maguito Vilela, R$ 1,5 milhão entre 2012 e 2014
Natureza
caixa dois

Outro lado

Diz que campanha foi feita “inteiramente com recursos contabilizados, conforme determina o TSE, e aprovada”


Deputado federal

Décio Lima
(PT - SC)

Acusação

Solicitou doação ilegal de R$ 500 mil para a campanha de Ana Paula Lima à Prefeitura de Blumenau, em 2012
Natureza
caixa dois

Outro lado

“Não sou réu e nem investigado em nenhum processo da Lava Jato. Minha vida pública sempre foi pautada pela ética“


Deputado federal

Dimas Fabiano Toledo
(PP - MG)

Acusação

Recebeu vantagens indevidas para campanhas em episódio relacionado a Aécio Neves
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Diz que “jamais manteve contato com executivos da Odebrecht, não tendo sido destinatário de recursos doados ou disponibilizados pela empresa”


Senador

Edison Lobão
(PMDB - MA)

Acusação

Recebeu R$ 5,5 milhões de propina ligadas às obras e concessões das usinas do Projeto Madeira
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Defesa diz que “é bom que as informações venham a público, para que eles [clientes] possam se defender”


Senador

Eduardo Braga
(PMDB - AM)

Acusação

Recebeu R$ 1 milhão referente à construção da ponte Rio Negro
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Diz que está tranquilo e aguarda o resultado das investigações


Outros

Eduardo Paes
(PMDB - RJ)

Ex-prefeito do Rio de Janeiro

Acusação

Recebeu R$ 16 milhões em 2012 para facilitar contratos da Olimpíada
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro e evasão de divisas

Outro lado

Nega que tenha aceitado propina para facilitar ou beneficiar os interesses da empresa Odebrecht e ressalta que nunca teve contas no exterior


Outros

Edvaldo Brito
(PSD - BA)

Vereador de Salvador

Acusação

Recebeu R$ 200 mil na campanha para o Senado em 2010
Natureza
caixa dois

Outro lado

“Doações eleitorais recebidas na campanha de 2010 foram declaradas e aprovadas nas prestações de contas”


Ministro

Eliseu Padilha
(PMDB - RS)

Ministro-Chefe da Casa Civil

Acusação

Recebeu, por indicação de Moreira Franco, R$ 4 milhões; recebeu propina de 1% do valor do contrato de R$ 324 milhões para construção de linha na Trensurb (RS)
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa; corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Só se pronunciará “nos autos do processo”


Outros

Eron Bezerra
(PCdoB - AM)

Ex-deputado estadual no AM e marido da senadora Vanessa Grazziotin

Acusação

Envolvido em solicitação de repasses em caixa dois para a campanha de Vanessa Grazziotin em 2012
Natureza
caixa dois

Outro lado

Procurado, não se pronunciou


Senador

Eunício Oliveira
(PMDB - CE)

Acusação

Recebeu R$ 2 milhões para aprovar a MP do Refis
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“A Justiça brasileira tem maturidade e firmeza para apurar e distinguir mentiras e versões alternativas da verdade”


Deputado federal

Fábio Faria
(PSD - RN)

Acusação

Recebeu R$ 100 mil na campanha de 2010
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro


Senador

Fernando Bezerra Coelho
(PSB - PE)

Acusação

Recebeu R$ 200 mil não contabilizados na campanha de 2010; recebeu R$ 1,05 milhão por meio de um intermediário quando era ministro da Integração Nacional, em 2013
Natureza
caixa dois; corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Diz que não teve acesso à investigação e que não há qualquer condenação em desfavor do parlamentar


Senador

Fernando Collor
(PTC - AL)

Acusação

Recebeu R$ 800 mil não declarados na campanha para o Senado em 2010 como contrapartida ao atendimento de interesses da Odebrecht na área de saneamento
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“Nego, de forma veemente, haver recebido da Odebrecht qualquer vantagem indevida não contabilizada na campanha eleitoral de 2010”


Ministro

Gilberto Kassab
(PSD - SP)

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

Acusação

Recebeu R$ 20 milhões, como “vantagem indevida”, entre 2008 e 2014, como prefeito de São Paulo e ministro de Dilma; recebeu R$ 2 milhões para campanha de 2008 oriundos de contrato com a Dersa
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa; corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Diz que “é necessário ter cautela com depoimentos de colaboradores, que não são provas”. Reafirma que os atos praticados em suas campanhas foram realizados conforme a legislação


Outros

Guido Mantega
(PT - SP)

Ex-ministro da Fazenda (2006-2015)

Acusação

Solicitou vantagem em contrapartida pela atuação em prol da aprovação, pela Previ, de aquisição de torre comercial no Parque da Cidade
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Defesa do ex-ministro Guido mantega afirma que irá se pronunciar quando obtiver acesso à íntegra dos depoimentos dos delatores da Odebrecht


Ministro

Helder Barbalho
(PMDB - PA)

Ministro da Integração Nacional

Acusação

Recebeu R$ 1,5 milhão em campanha para o governo do Pará
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Nega que tenha cometido ilegalidades


Deputado federal

Heráclito Fortes
(PSB - PI)

Acusação

Recebeu R$ 200 mil na campanha para o Senado em 2010
Natureza
caixa dois

Outro lado

Diz que se manifestará quando tiver conhecimento do teor do pedido de investigação


Senador

Humberto Costa
(PT - PE)

Acusação

Envolvimento em esquema de corrupção referente ao programa PAC SMS
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro e fraude a licitação

Outro lado

Diz que “aguarda o levantamento do sigilo dos novos documentos para ter acesso às informações necessárias à defesa”


Outros

Humberto Kasper

Ex-presidente da Trensurb/RS

Acusação

Integrou esquema de recebimento de propina para favorecimento de construção de linha da Trensurb (RS)
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro


Senador

Ivo Cassol
(PP - RO)

Acusação

Recebeu R$ 2 milhões para favorecimento em obras da usina de Santo Antônio
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“Vejo isso como retaliação por ter sido contra a isenção de impostos dada aos consórcios que construíram as usinas de Jirau e Santo Antônio”


Deputado federal

João Carlos Bacelar
(PR - BA)

Acusação

Recebeu R$ 250 mil nas campanhas de 2006, 2010 e 2014
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro


Outros

João Carlos Gonçalves Ribeiro

Ex-secretário de Planejamento do Estado de Rondônia

Acusação

Recebeu R$ 1 milhão para favorecimento em obras da usina de Santo Antônio
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Afirma que irá verificar do que se trata o inquérito “com a certeza de que nunca me envolvi em nenhum malfeito e vou procurar esclarecer tudo”


Deputado federal

João Paulo Papa
(PSDB - SP)

Acusação

Recebeu dois repasses de R$ 300 mil cada um, em 2012 e 2014
Natureza
caixa dois

Outro lado

“Em 30 anos de vida pública e três eleições, tive todas as prestações de contas aprovadas pela Justiça Eleitoral”


Senador

Jorge Viana
(PT - AC)

Acusação

Solicitou doações não declaradas para a campanha de Tião Viana ao governo do AC em 2010
Natureza
caixa dois

Outro lado

“Nossas campanhas foram dentro da lei e feitas com dinheiro limpo. Nada devemos e nada tememos”


Deputado federal

José Carlos Aleluia
(DEM - BA)

Acusação

Recebeu R$ 300 mil em caixa dois em 2010 e R$ 280 mil em doação oficial, com contrapartidas, em 2014
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“Todas as doações de campanha que recebi foram legais e estão declaradas”


Outros

José Dirceu
(PT - SP)

Ex-ministro-chefe da Casa Civil (2003-2005)

Acusação

Pediu doações não declaradas para as campanhas do filho, o deputado Zeca Dirceu, em 2010 e 2014
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Seu advogado, Roberto Podval, afirmou que só vai se manifestar após conhecer o teor da acusação


Outros

José Feliciano
(PMN - PE)

Vereador de Cabo de Santo Agostinho (PE)

Acusação

Recebeu R$ 750 mil junto de outro político para atuar em favor da empreiteira
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Vereador diz que recebeu “com surpresa” a inclusão de seu nome no inquérito. Afirma que está à disposição do judiciário para esclarecer o que for necessário


Deputado federal

José Reinaldo
(PSB - MA)

Acusação

Ajudou a Odebrecht em contratos com o governo do Maranhão após pagamentos de propina ao então procurador-geral do Estado, Ulisses César Martins de Souza
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Não vai se pronunciar


Senador

José Serra
(PSDB - SP)

Acusação

Recebeu pagamentos irregulares nas campanhas de 2004 (R$ 2 mi), 2006 (R$ 4 mi), 2008 (R$ 3 mi) e 2010 (R$ 23 mi)
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro, crime contra a ordem econômica e fraude a licitação

Outro lado

Diz que não cometeu irregularidades e que suas campanhas “foram conduzidas pelo partido, na forma da lei”


Deputado federal

Júlio Lopes
(PP - RJ)

Acusação

Recebeu R$ 4 milhões de Odebrecht e Queiroz Galvão quando era secretário estadual no Rio
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“Todas as contas eleitorais foram aprovadas pela Justiça”


Deputado federal

Jutahy Júnior
(PSDB - BA)

Acusação

Recebeu R$ 850 mil não contabilizados nas campanhas de 2010 e 2014
Natureza
caixa dois

Outro lado

Diz que tem “absoluta convicção” que o procedimento será arquivado


Senador

Kátia Regina de Abreu
(PMDB - TO)

Acusação

Recebeu R$ 500 mil em caixa dois na campanha para o Senado em 2014
Natureza
caixa dois

Outro lado

“Nunca participei de corrupção e nunca aceitei participar de qualquer movimento de grupos fora da lei”


Senador

Lidice da Mata
(PSB - BA)

Acusação

Recebeu R$ 200 mil não contabilizados na campanha para o Senado em 2010
Natureza
caixa dois

Outro lado

“Quando [Rodrigo] Janot pediu as investigações, já sabíamos que este seria o passo seguinte. Tudo tem que ser investigado”


Senador

Lindbergh Farias
(PT - RJ)

Acusação

Recebeu R$ 4,5 milhões não declarados nas campanhas de 2008 e 2010
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“Confiarei que as investigações irão esclarecer os fatos, e estou convicto que o arquivamento será único desfecho possível”


Deputado federal

Lúcio Vieira Lima
(PMDB - BA)

Acusação

Recebeu R$ 1 milhão para aprovar a MP do Refis
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro


Outros

Maguito Vilela
(PMDB - GO)

Ex-prefeito de Aparecida de Goiânia (GO) e ex-governador de Goiás

Acusação

Recebeu com o filho, Daniel Vilela, R$ 1,5 milhão entre 2012 e 2014
Natureza
caixa dois

Outro lado

Diz que “as campanhas de Maguito Vilela e de Daniel Vilela foram feitas inteiramente com recursos contabilizados conforme determina o TSE e aprovadas pela Corte”
Outros

Marco Arildo Prates da Cunha

Ex-presidente da Trensurb/RS

Acusação

Recebeu propina para favorecer obra de linha da Trensurb (RS)
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“Não são verdadeiros os fatos relatados em delação premiada, por executivos da Odebrecht, sobre suposta solicitação de recursos escusos para qualquer fim. A execução da obra de extensão da Trensurb seguiu e respeitou todas as condicionantes estipuladas pelo Tribunal de Contas de União para realização da mesma”


Deputado federal

Marco Maia
(PT - RS)

Acusação

Recebeu R$ 1,35 milhão de caixa dois na campanha de 2014
Natureza
caixa dois

Outro lado

“Ações criminais contra os delatores serão adotadas [porque] imputam a terceiros atos inexistentes”


Ministro

Marcos Pereira
(PRB - RJ)

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços

Acusação

Recebeu R$ 7 milhões para seu partido em 2014
Natureza
indefinida (“várias figuras típicas penais”)

Outro lado

Diz que “não tem conhecimento de nada daquilo que é acusado” e que “agiu sempre dentro da lei”


Deputado federal

Maria do Rosário
(PT - RS)

Acusação

Recebeu auxílio financeiro de R$ 150 mil na campanha de 2010
Natureza
caixa dois

Outro lado

Diz-se indignada. “Meu nome e minha vida não estão à disposição para serem enxovalhados por ninguém em nenhum lugar”


Deputado federal

Mário Negromonte Jr.
(PP - BA)

Acusação

Recebeu repasse de R$ 200 mil na campanha de 2014, parte em caixa dois
Natureza
caixa dois


Deputado federal

Milton Monti
(PR - SP)

Acusação

Recebeu vantagens para assegurar à Odebrecht a execução da obra da Ferrovia Norte-Sul, em 2008 e 2009; intermediou encontro entre empresas e Alfredo Nascimento (então ministro dos Transportes) onde foram pedidos R$ 200 mil de cada empresa presente
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa; corrupção passiva
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“Gostaria de esclarecer que, apesar de não ter conhecimento, neste momento, do teor das citações referentes ao meu nome nas delações da Odebrecht, reafirmo que agi sempre de acordo com a lei. Todas as doações para as minhas campanhas eleitorais foram feitas legalmente. É bom que se apure, pois, assim, a minha inocência será comprovada”


Outros

Moisés Pinto Gomes

Marido da senadora Kátia Abreu

Acusação

Foi intermediário de esquema para receber R$ 500 mil em caixa dois na campanha de Kátia Abreu para o Senado, em 2014
Natureza
caixa dois

Outro lado

Em resposta também pelo marido, a senadora Kátia Abreu diz que está à disposição para prestar “esclarecimentos necessários de maneira a eliminar qualquer dúvida sobre a nossa conduta”


Ministro

Moreira Franco
(PMDB - RJ)

Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência

Acusação

Solicitou o repasse de R$ 4 milhões na campanha de 2014
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Diz que “só falará nos autos do processo”


Prefeito

Napoleão Bernardes
(PSDB - SC)

Prefeito de Blumenau (SC)

Acusação

Recebeu R$ 500 mil da Odebrecht para a candidatura à Prefeitura de Blumenau (SC), por meio de Dalírio Beber
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Diz estar “perplexo” com a menção e ter “certeza de que os fatos serão esclarecidos, mostrando sua isenção”


Deputado federal

Nelson Pellegrino
(PT - BA)

Acusação

Recebeu R$ 1,5 mi durante a campanha de 2012, sendo R$ 1,3 mi não contabilizados
Natureza
caixa dois

Outro lado

“Estou tranquilo. Após o conhecimento dos termos, me manifestarei”


Senador

Omar Aziz
(PSD - AM)

Acusação

Envolvimento em pagamento irregular referente à construção da ponte Rio Negro
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“A empresa não teve contratos ou pagamentos recebidos no meu governo e não recebi nenhum centavo deles em campanha”


Deputado federal

Ônyx Lorenzoni
(DEM - RS)

Acusação

Recebeu R$ 175 mil da Odebrecht por seus “desempenho e conduta”
Natureza
caixa dois

Outro lado

“Estou indignado e surpreso. Nunca estive na sede da Odebrecht; se alguém descobrir [isso], renuncio ao mandato”


Outros

Oswaldo Borges da Costa

Ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais

Acusação

Citado em caso de repasses a Aécio, de quem foi tesoureiro informal, e a Anastasia
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Em nota, a defesa nega atos ilícitos e diz que “estão tentando criminalizar a política e esse é um momento grave”


Deputado federal

Paulinho da Força
(SD - SP)

Acusação

Recebeu R$ 1 milhão de propina na campanha para a Câmara em 2014; recebeu R$ 200 mil em espécie para campanha de 2010
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa; corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“Se teve dinheiro, foi dentro da lei. O que posso fazer? Nosso partido nem multa tem”


Outros

Paulo Bernardo
(PT - PR)

Ex-ministro do Planejamento (2005-2011)

Acusação

Solicitou pagamento de propina de 1% do valor do contrato de R$ 324 milhões para construção de linha na Trensurb (RS)
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Nega ter feito o pedido e informa que não teve qualquer conversa com executivos da Odebrecht


Deputado federal

Paulo Henrique Lustosa
(PP - CE)

Acusação

Recebeu R$ 100 mil na campanha de 2010
Natureza
caixa dois

Outro lado

“Vamos apresentar a defesa com documentação comprobatória de que não houve corrupção, propina ou má fé em nossas atitudes. E aguardar pelo posicionamento da Justiça”


Senador

Paulo Rocha
(PT - PA)

Acusação

Solicitou R$ 1,5 milhão para a campanha de Helder Barbalho ao governo do Pará
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“Os nomes surgem porque trata-se de dinheiro de campanha que passou do partido para o candidato. Por isso, aparece todo mundo. Como o dinheiro veio da Odebrecht, há essa menção”


Outros

Paulo Vasconcelos

Marqueteiro de Aécio Neves

Acusação

Citado em caso de repasses a Aécio e a Anastasia, “sob pretexto de doação eleitoral”
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Afirma que conduziu todas as campanhas das quais participou dentro do que estava previsto na lei. “Essas delações contém informações falsas, que serão desmentidas ao longo das investigações”


Deputado federal

Pedro Paulo
(PMDB - RJ)

Acusação

Recebeu R$ 3 milhões na campanha para a Câmara em 2010, pedidos por Eduardo Paes, além de R$ 300 mil não declarados para a campanha à Prefeitura do Rio em 2014
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro e evasão de divisas


Senador

Renan Calheiros
(PMDB - AL)

Acusação

Alvo de 4 inquéritos, incluindo pelo recebimento de R$ 500 mil em espécie e por repasses para defender interesses da Odebrecht no Congresso
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro; junto com Bezerra Coelho, também crimes contra a ordem econômica e fraude a licitação

Outro lado

“A abertura dos inquéritos permitirá que eu conheça o teor das supostas acusações para, enfim, exercer meu direito de defesa”


Governador

Renan Filho
(PMDB - AL)

Governador de Alagoas

Acusação

Recebeu ao menos R$ 800 mil em campanha para o governo de AL em 2014
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro, crime contra a ordem econômica e fraude a licitação

Outro lado

“Todas as doações ocorreram dentro da lei e foram devidamente declaradas e aprovadas”


Senador

Ricardo Ferraço
(PSDB - ES)

Acusação

Recebeu R$ 400 mil não contabilizados na campanha para o Senado em 2010
Natureza
caixa dois

Outro lado

“Toda minha campanha foi declarada e, como poderão constatar na prestação de contas no TSE, esta empresa não foi doadora”


Governador

Robinson Faria
(PSD - RN)

Governador do Rio Grande do Norte

Acusação

Recebeu R$ 350 mil, junto com Rosalba Ciarlini, na campanha de 2010
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Não comentou


Deputado federal

Rodrigo Garcia
(DEM - SP)

Secretário de Habitação do Estado de SP

Acusação

Recebeu recursos não contabilizados na campanha para a Câmara em 2010
Natureza
caixa dois

Outro lado

“Jamais recebi doação não contabilizada em minhas campanhas eleitorais”


Outros

Rodrigo Jucá

Filho do senador Romero Jucá (PMDB-RR)

Acusação

Recebeu R$ 150 mil para candidatura a vice-governador de Roraima. Repasse foi via PMDB, mas foi em tropa de aprovação de MP pelo pai de Rodrigo, Romero Jucá
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Afirma que todas as doações para a campanha de 2014 foram realizadas de acordo com a legislação eleitoral vigente e diz estar “à disposição para prestar qualquer informação necessária e espera que tudo seja apurado com agilidade e transparência”


Deputado federal

Rodrigo Maia
(DEM - RJ)

Presidente da Câmara

Acusação

Recebeu R$ 350 mil em campanha, em 2008, sem ser candidato e outros R$ 100 mil para garantir aprovação da MP do Refis; em 2010, solicitou R$ 600 mil para a campanha do pai, César Maia
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa; corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“O processo vai comprovar que são falsas as citações dos delatores, e os inquéritos serão arquivados”


Senador

Romero Jucá
(PMDB - RR)

Acusação

Alvo de 5 inquéritos, um deles sobre recebimento de R$ 10 milhões para favorecer a Odebrecht na construção da usina de Santo Antônio e outro sobre aprovação de MP em troca de doação ao filho, Rodrigo Jucá
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“Nas minhas campanhas eleitorais sempre atuei dentro da legislação e tive todas as minhas contas aprovadas”


Prefeito

Rosalba Ciarlini
(PP - RN)

Prefeita de Mossoró (RN) e ex-governadora do Rio Grande do Norte

Acusação

Recebeu R$ 350 mil, junto com Robinson Faria, na campanha de 2010
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Diz que nunca recebeu doação de campanha, benefício ou favor da Odebrecht, nem contratou obra ou serviço com a empresa quando governadora


Governador

Tião Viana
(PT - AC)

Governador do Acre

Acusação

Recebeu R$ 2 milhões na campanha para o governo do AC em 2010, sendo R$ 500 mil “de modo oficial”
Natureza
caixa dois

Outro lado

“Nunca me reuni com Marcelo Odebrecht, com nenhum executivo da sua empresa nem de qualquer outra envolvida na Lava Jato”
Outros

Ulisses César Martins de Sousa

Ex-procurador-geral do Maranhão (2006)

Acusação

Pediu propina à Odebrecht, como procurador-geral do Estado do Maranhão, para facilitar pagamentos à empresa. Após pagamentos, contrato com governo deslanchou --o que pode indicar conivência do então governador, José Reinaldo (PSB-MA)
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro


Outros

Vado da Farmácia
(PTB - PE)

Ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho (PE)

Acusação

Recebeu R$ 750 mil junto de outro político para atuar em favor da empreiteira
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Nega que tenha recebido recursos de forma ilícita em 2012


Outros

Valdemar da Costa Neto
(PR - SP)

Ex-deputado federal (PR-SP)

Acusação

Recebeu vantagens para assegurar à Odebrecht a execução da obra da Ferrovia Norte-Sul, em 2008 e 2009
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Segundo a assessoria do PR, Valdemar da Costa Neto e integrantes da legenda não comentam conteúdos que serão objeto de apreciação pelo Poder Judiciário


Senador

Valdir Raupp
(PMDB - RO)

Acusação

Envolvido em pagamentos de Odebrecht e Andrade Gutierrez, de até R$ 20 milhões, para dar sustentação política a dois funcionários de Furnas com vistas às obras da hidrelétrica de Santo Antônio
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Diz que a citação é “baseada em declarações de delatores que, no desespero, falam e ninguém pode impedir”


Deputado federal

Vander Loubet
(PT - MS)

Acusação

Recebeu R$ 50 mil em caixa dois na campanha de 2010
Natureza
caixa dois

Outro lado

“Todas as contribuições recebidas em campanha eleitoral foram devidamente oficializadas”


Senador

Vanessa Grazziotin
(PCdoB - AM)

Acusação

Recebeu caixa dois na campanha de 2012 (despacho não informou o valor)
Natureza
caixa dois

Outro lado

Diz que todas as doações feitas para campanhas foram oficiais, declaradas e aprovadas pela Justiça


Deputado federal

Vicente Cândido
(PT - SP)

Acusação

Recebeu R$ 50 mil durante a campanha para auxiliar na busca por financiamento para o estádio do Corinthians
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“A respeito da citação de meu nome em lista de pedidos de inquérito do ministro Facchin (STF) –inicialmente vazada para o ‘Estadão’ nesta terça-feira– informo que não recebi nenhuma notificação da Justiça até o momento e não tive acesso aos autos do processo. A forma com que a mídia trata os pedidos de abertura de inquérito confere ares de condenação. Vale ressaltar que os acusadores ainda precisarão provar o que disseram. Neste sentido, tenho certeza de minha idoneidade e me coloco a disposição para quaisquer esclarecimentos à justiça. É preciso deixar claro que este momento político clama por uma reforma política de fôlego, pede por mudanças na maneira em que fazemos política no Brasil. Desta maneira, aproveito o momento para fortalecer este debate. A população brasileira precisa voltar a acreditar e participar da vida política. Ficou ainda mais evidente: a política brasileira precisa sair da UTI”


Deputado federal

Vicentinho
(PT - SP)

Acusação

Recebeu R$ 45 mil em espécie para a sua campanha à Camara dos Deputados em 2010
Natureza
caixa dois

Outro lado

“Não sou, não fui e jamais serei corrupto. Meus projetos são todos contra interesses de empreiteiras”


Ministro do TCU

Vital do Rêgo Filho (PB)

Ministro do TCU

Acusação

Recebeu R$ 350 mil não declarados para campanha por intermédio do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

Diz que “confia que será comprovada a falta de relação entre ele e os fatos investigados”


Deputado federal

Yeda Crusius
(PSDB - RS)

Acusação

Recebeu R$ 1,75 milhão entre doações oficiais e repasses nas campanhas de 2006 e 2010
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“A todos os que buscam minha manifestação: o Ministro Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, ofereceu hoje listas de centenas de pessoas indicadas pelo PGR Rodrigo Janot para abertura de inquérito. Numa delas consta meu nome. Transparência é fundamental, e aguardamos ainda o levantamento do sigilo das delações que embasaram a decisão do Procurador Janot e do Ministro Fachin. Embora desconhecendo ainda as razões que o levaram a elaborar estas listas, considero fundamental tanto a Lava Jato quanto o trabalho do Supremo para que os inquéritos hoje autorizados sejam feitos e concluídos com a celeridade requerida por mim e por toda a população brasileira, separando o joio do trigo e promovendo a Justiça de que tanto o país precisa. Caso contrário cria-se a imagem de que todos os políticos são iguais. E não somos”


Deputado federal

Zeca Dirceu
(PT - PR)

Acusação

Recebeu R$ 250 mil para as campanhas de 2010 e 2014, a pedido do pai, José Dirceu
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“Não há e nunca houve tratativa junto às diretorias da Petrobras e/ou às empresas investigadas na Lava Jato”


Deputado federal

Zeca do PT
(PT - MS)

Acusação

Recebeu R$ 400 mil para a campanha ao governo de MS em 2006 (naquele ano, porém, ele não concorreu por já estar no segundo mandato e o dinheiro foi para a campanha de Delcídio do Amaral)
Natureza
corrupção passiva e corrupção ativa
Outras supeitas
lavagem de dinheiro

Outro lado

“Tenho minha consciência tranquila e nunca tive relação com a Odebrecht”