
“A senhora foi legitimamente eleita, mas eu também fui”, disse Collor
a Dilma diante de outros líderes partidários, na reunião que antecedeu
ao jantar no Palácio da Alvorada.
Em tom queixoso, Collor criticou várias vezes o que chamou de
“judicialização da política” e à “instabilidade das instituições”,
provocada, segundo ele, pela condução da Operação Lava Jato, na qual é
investigado.
Collor teve bens, como carros de luxo, apreendidos em ação da Polícia Federal determinada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a quem dirigiu um palavrão na tribuna do Senado na semana passada.
Diante da presidente, o senador alagoano arriscou que a maior crise que o país enfrenta não é a econômica, e sim política.
Em conversas reservadas com colegas do Senado, Collor tem dito que
Dilma deveria consultá-lo sobre o processo de impeachment que enfrentou
em 1992. Ele acha que não “cuidou” da política, e isso levou a que
perdesse a condição de se sustentar no poder.

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POLÍTICA E ECONOMIA