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terça-feira, 21 de março de 2017
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Cliente e empresa trocam poemas sobre reclamação em conta de água
MARINA ESTARQUE
Como dizia o poeta Castro Alves, livro caindo na alma é chuva que faz o
mar. Na alma da funcionária Aline Santos, o poema do cliente Luiz Carlos
Garcia, 64, também fez desaguar: as lágrimas.
A carta de Garcia, com 160 versos rimados, era uma reclamação por cobranças indevidas à Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal, a Caesb.
Apesar de morar sozinho em uma casa em Brasília, o valor da conta mensal de água de Garcia atingiu R$ 1.150. Em vez de um telefonema raivoso ou de um e-mail malcriado, Garcia, que é consultor de projetos, escreveu: "O hidrômetro que marca e conta/a água que aqui consumo/é como fumaça que espalha/de um cigarro que não fumo."
A carta de Garcia, com 160 versos rimados, era uma reclamação por cobranças indevidas à Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal, a Caesb.
| Alan Marques/Folhapress | ||
| Luiz Carlos Garcia, que recebeu contas de água abusivas e fez reclamação em forma de poema |
Apesar de morar sozinho em uma casa em Brasília, o valor da conta mensal de água de Garcia atingiu R$ 1.150. Em vez de um telefonema raivoso ou de um e-mail malcriado, Garcia, que é consultor de projetos, escreveu: "O hidrômetro que marca e conta/a água que aqui consumo/é como fumaça que espalha/de um cigarro que não fumo."
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Mobilização do governo contra aedes teve cenário maquiado no DF
domingo, 31 de janeiro de 2016
Fortaleza aparece como cidade mais violenta do Brasil e 12ª do mundo
Ranking é de ONG do México que havia colocado Fortaleza em 7º lugar.
Das 50 cidades mais violentas do mundo, 21 são do Brasil, diz estudo.
Fortaleza aparece como a cidade mais violenta do Brasil e 12ª mais
violenta do mundo em um ranking internacional publicado nesta
segunda-feira (25) pela ONG mexicana "Seguridad, Justicia y Paz". Em
2014, a mesma organização apontava a capital cearense como a 7ª cidade
com maior índice de violência entre todas as cidades do mundo. (Veja abaixo o ranking das 50 cidades mais violentas segundo a ONG)
A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) consteta a metodologia da pesquisa.
Belo Horizonte, que figurava na lista do ano anterior, desta vez não
apareceu. O contrário aconteceu com 3 cidades brasileiras, que estavam
fora da lista de 2014, mas entraram na de 2015: Feira de Santana (27º),
Vitória da Conquista (36º) e Campos dos Goytacazes (39º).
saiba mais
Também aparecem Maceió (18º lugar), São Luís (21º), Cuiabá (22º),
Manaus (23º), Belém (26º), Goiânia e Aparecida de Goiânia (29º),
Teresina (30º), Vitória (31º), Recife (37º), Aracaju (38º), Campina
Grande (40º), Porto Alegre (43º), Curitiba (44º) e Macapá (48º).
Das 50, 41 ficam na América Latina: 21 no Brasil, 8 na Venezuela, 5 no
México, 3 na Colômbia, 2 em Honduras, uma em El Salvador e uma na
Guatemala. Outros países com cidades na lista foram África do Sul,
Estados Unidos e Jamaica.
Metodologia
A lista leva em conta o número de homicídios por 100 mil habitantes e inclui apenas cidades com 300 mil habitantes ou mais. Foram excluídos países que vivem “conflitos bélicos abertos”, como Síria e Iraque.
A lista leva em conta o número de homicídios por 100 mil habitantes e inclui apenas cidades com 300 mil habitantes ou mais. Foram excluídos países que vivem “conflitos bélicos abertos”, como Síria e Iraque.
O estudo é feito com base em dados oficiais ou de fontes alternativas, como ONGs. A metodologia é explica, país por país, neste link.
SSPDS contesta metodologia
Um dia após a divulgação da pesquisa, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social emitiu uma nota contestando quatro aspectos da metodologia da ONG mexicana. Leia o trecho da nota da secretaria que contesta quatro aspectos da pesquisa:
Um dia após a divulgação da pesquisa, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social emitiu uma nota contestando quatro aspectos da metodologia da ONG mexicana. Leia o trecho da nota da secretaria que contesta quatro aspectos da pesquisa:
Fonte de dados: Há
cidades em que a fonte dos dados utilizada é oficial, em outras a ONG
utiliza fontes alternativas, como dados obtidos por notícias de portais
da internet/mídia, e há ainda casos em que a quantidade divulgada é uma
estimativa, baseada em dados parciais.
Método de
contagem: São colocadas em um mesmo patamar as cidades que contabilizam
vítimas de CVLI (caso das cidades cearenses); as que contam apenas
vítimas de homicídios; bem como as que contam esses crimes por
ocorrências e não pelo número de vítimas (diminuindo assim o número
final).
Seleção das cidades/Mundo: A pesquisa faz um
“ranking mundial”, no entanto não são coletados dados de todas as
cidades. Somente são consideradas cidades com 300 mil habitantes ou
mais. E apenas considera as cidades que possuem dados acessíveis pela
internet, ou seja, se uma cidade com mais de 300 mil habitantes não
publica as estatísticas na internet nem apresenta cobertura da mídia
digital com esses dados, fica de fora do estudo.
Dimensão
temporal: Nas cidades em que a organização não consegue dados do ano
analisado, nesse caso 2015, ela utiliza dados do ano imediatamente
anterior, presumindo que não houve variação. Ou seja, há cidades sendo
comparadas num ranking de 2015 com dados de 2014.
AS CIDADES MAIS VIOLENTAS DO MUNDO, SEGUNDO O RANKING
1° - Caracas (Venezuela) - 119.87 homicídios/100 mil habitantes
2° - San Pedro Sula (Honduras) - 111.03
3° - San Salvador (El Salvador) - 108.54
4° - Acapulco (México) - 104.73
5° - Maturín (Venezuela) - 86.45
6° - Distrito Central (Honduras) - 73.51
7° - Valencia (Venezuela) - 72.31
8° - Palmira (Colômbia) - 70.88
9° - Cidade do Cabo (África do Sul) - 65.53
10° - Cali (Colômbia) - 64.27
11° - Ciudad Guayana (Venezuela) - 62.33
12° - Fortaleza (Brasil) - 60.77
13° - Natal (Brasil) - 60.66
14° - Salvador e região metropolitana (Brasil) - 60.63
15° - ST. Louis (Estados Unidos) - 59.23
16° - João Pessoa; conurbação (Brasil) - 58.40
17° - Culiacán (México) - 56.09
18° - Maceió (Brasil) - 55.63
19° - Baltimore (Estados Unidos) - 54.98
20° - Barquisimeto (Venezuela) - 54.96
21° - São Luís (Brasil) - 53.05
22° - Cuiabá (Brasil) - 48.52
23° - Manaus (Brasil) - 47.87
24° - Cumaná (Venezuela) - 47.77
25° - Guatemala (Guatemala) - 47.17
26° - Belém (Brasil) - 45.83
27° - Feira de Santana (Brasil) - 45.50
28° - Detroit (Estados Unidos) - 43.89
29° - Goiânia e Aparecida de Goiânia (Brasil) - 43.38
30° - Teresina (Brasil) - 42.64
31° - Vitória (Brasil) - 41.99
32° - Nova Orleans (Estados Unidos) - 41.44
33° - Kingston (Jamaica) - 41.14
34° - Gran Barcelona (Venezuela) - 40.08
35° - Tijuana (México) - 39.09
36° - Vitória da Conquista (Brasil) - 38.46
37° - Recife (Brasil) - 38.12
38° - Aracaju (Brasil) - 37.70
39° - Campos dos Goytacazes (Brasil) - 36.16
40° - Campina Grande (Brasil) - 36.04
41° - Durban (África do Sul) - 35.93
42° - Nelson Mandela Bay (África do Sul) - 35.85
43° - Porto Alegre (Brasil) - 34.73
44° - Curitiba (Brasil) - 34.71
45° - Pereira (Colômbia) - 32.58
46° - Victoria (México) - 30.50
47° - Johanesburgo (África do Sul) - 30.31
48° - Macapá (Brasil) - 30.25
49° - Maracaibo (Venezuela) - 28.85
50° - Obregón (México) - 28.29
1° - Caracas (Venezuela) - 119.87 homicídios/100 mil habitantes
2° - San Pedro Sula (Honduras) - 111.03
3° - San Salvador (El Salvador) - 108.54
4° - Acapulco (México) - 104.73
5° - Maturín (Venezuela) - 86.45
6° - Distrito Central (Honduras) - 73.51
7° - Valencia (Venezuela) - 72.31
8° - Palmira (Colômbia) - 70.88
9° - Cidade do Cabo (África do Sul) - 65.53
10° - Cali (Colômbia) - 64.27
11° - Ciudad Guayana (Venezuela) - 62.33
12° - Fortaleza (Brasil) - 60.77
13° - Natal (Brasil) - 60.66
14° - Salvador e região metropolitana (Brasil) - 60.63
15° - ST. Louis (Estados Unidos) - 59.23
16° - João Pessoa; conurbação (Brasil) - 58.40
17° - Culiacán (México) - 56.09
18° - Maceió (Brasil) - 55.63
19° - Baltimore (Estados Unidos) - 54.98
20° - Barquisimeto (Venezuela) - 54.96
21° - São Luís (Brasil) - 53.05
22° - Cuiabá (Brasil) - 48.52
23° - Manaus (Brasil) - 47.87
24° - Cumaná (Venezuela) - 47.77
25° - Guatemala (Guatemala) - 47.17
26° - Belém (Brasil) - 45.83
27° - Feira de Santana (Brasil) - 45.50
28° - Detroit (Estados Unidos) - 43.89
29° - Goiânia e Aparecida de Goiânia (Brasil) - 43.38
30° - Teresina (Brasil) - 42.64
31° - Vitória (Brasil) - 41.99
32° - Nova Orleans (Estados Unidos) - 41.44
33° - Kingston (Jamaica) - 41.14
34° - Gran Barcelona (Venezuela) - 40.08
35° - Tijuana (México) - 39.09
36° - Vitória da Conquista (Brasil) - 38.46
37° - Recife (Brasil) - 38.12
38° - Aracaju (Brasil) - 37.70
39° - Campos dos Goytacazes (Brasil) - 36.16
40° - Campina Grande (Brasil) - 36.04
41° - Durban (África do Sul) - 35.93
42° - Nelson Mandela Bay (África do Sul) - 35.85
43° - Porto Alegre (Brasil) - 34.73
44° - Curitiba (Brasil) - 34.71
45° - Pereira (Colômbia) - 32.58
46° - Victoria (México) - 30.50
47° - Johanesburgo (África do Sul) - 30.31
48° - Macapá (Brasil) - 30.25
49° - Maracaibo (Venezuela) - 28.85
50° - Obregón (México) - 28.29
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
No Pará, polícia encontra submarino que seria usado para tráfico de drogas
CotidianoDivulgação/Polícia Civil do Pará |
|
| Submarino encontrado pela polícia no Pará, que seria usado para tráfico internacional de drogas |
THIAGO AMÂNCIO
DE SÃO PAULO
18/12/2015 14h16
Em um canal estreito do rio Guajará-Mirim, no nordeste do Pará, próximo a
uma vila de pescadores, uma placa alerta: "Não entre sem permissão.
Área particular". Quem desobedecesse veria, à frente, duas barracas de
madeira. Uma servia para o alojamento de 15 pessoas. A outra, para a
construção de um submarino que seria usado no tráfico internacional de
drogas.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Maior operação contra facção tem 767 mandados de prisão no Paraná ESTELITA HASS CARAZZAI DE CURITIBA 17/12/2015 15h33 - Atualizado às 22h05 500 Mais opções Cadernos apreendidos com um casal de "contadores" do PCC (Primeiro Comando da Capital) no Paraná, em agosto do ano passado, acabaram resultando na maior operação já realizada contra a facção criminosa no país. Deflagrada nesta quinta-feira (17), a operação pretende cumprir 767 mandados de prisão contra integrantes do PCC, facção criada em São Paulo que se espalhou pelo país. Mais da metade dos investigados já estão detidos em penitenciárias do Paraná. Para a polícia, no entanto, os novos mandados são importantes para desestimular o ingresso na organização criminosa. Até as 15h, 194 mandados ainda não haviam sido cumpridos. Foram presos 93 suspeitos. Outros 484 já estavam nas penitenciárias e receberam nova ordem de prisão. Inicialmente, a Secretaria da Segurança do Paraná divulgou a existência de 757 mandados, mas depois corrigiu o número. A polícia também cumpriu quatro mandados de busca, um deles em um hotel no centro de Curitiba que a investigação apontou como pertencente à facção. O estabelecimento era usado para lavagem de dinheiro e para hospedar chefes de outros Estados. Contas bancárias também foram bloqueadas. "Nós queremos desestimular, desmistificar a quadrilha", disse o secretário de Segurança do Paraná, Wagner Mesquita. "É um combate à cultura de facção", completou Luiz Alberto Cartaxo Moura, diretor do Depen (Departamento Penitenciário do Paraná). "Pense como preso: estou para sair. Agora me aparece um novo mandado só por causa desses caras [do PCC]?", disse Moura.Todos os suspeitos irão responder pelo crime de associação criminosa, previsto em lei desde 2013 e cuja pena pode chegar a três anos de prisão. Questionada se haveria risco de rebeliões com as novas prisões, a Secretaria da Segurança informou que está monitorando a movimentação dos presos e que estará preparada para agir caso algum risco seja identificado. BATISMO A investigação começou a partir da prisão de duas pessoas que trabalhavam como "contadores" do PCC no Paraná, em agosto de 2014. Debaixo do colchão do casal foram encontradas dezenas de cadernos e anotações –o que deu nome à operação, chamada de Alexandria em referência à grande biblioteca da Antiguidade, destruída por um incêndio. Os papéis contêm os "batismos" feitos pela facção no Paraná, os padrinhos de cada afiliado e números de telefone –a polícia não explicou como era o ato de filiação ao PCC. Editoria de Arte/Folhapress Origem da investigação PCC no Paraná (fo1l). Os cadernos também registram o pagamento das mensalidades, de cerca de R$ 400, apelidadas de "cebola". "Batizou, tem que pagar a cebola. É igual padre, é para sempre", diz Moura. Com as informações, as polícias Militar e Civil traçaram um organograma da facção, pediram o grampeamento de cerca de 200 telefones e interceptaram 30 mil ligações. Nas conversas, identificaram chefes de outros 11 Estados, que realizavam crimes como tráfico de drogas, roubos, tráfico de armas e homicídios. As informações da investigação serão remetidas aos outros Estados –além de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Alagoas, Ceará, Goiás, Santa Catarina, Pernambuco e Rio Grande do Norte. "RESUMOS" Os cadernos apreendidos dão detalhes sobre o modus operandi do PCC. A principal atividade –e a mais lucrativa– da facção é o tráfico de drogas. Com o dinheiro, os chefes pagam advogados, dão suporte financeiro a algumas famílias e garantem proteção a quem está dentro ou fora da prisão. No Paraná, a maioria dos membros está presa. É o oposto do cenário em São Paulo, onde a maior parte está solta, ou "na sintonia", segundo o jargão da facção. Os chefes são chamados de "resumos". Existem resumos locais, regionais, federais e disciplinadores (esses, os responsáveis pela execução de inimigos ou infiéis, de acordo com as investigações). Quem faz a comunicação entre quem está preso e quem está "na sintonia" são advogados e familiares. Na operação desta quinta, dois advogados também foram detidos, suspeitos de desvirtuarem suas funções e atuarem, na prática, em favor do grupo, transmitindo recados a líderes e auxiliando na administração. A Secretaria de Segurança do Paraná admite que vem falhando em impedir a comunicação dos membros nos presídios. O órgão, porém, afirma que está fazendo sua parte com a operação e que, no ano que vem, pretende instalar bloqueadores de sinal de celular nas penitenciárias para dificultar a atividade do PCC. Os nomes dos presos não foram divulgados.
Cotidiano
ESTELITA HASS CARAZZAI
DE CURITIBA
DE CURITIBA
Cadernos apreendidos com um casal de "contadores" do PCC (Primeiro Comando da Capital) no Paraná, em agosto do ano passado, acabaram resultando na maior operação já realizada contra a facção criminosa no país.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Dilma ganha presente e Ronnie Von é assaltado em São Paulo: 'Acabou o país'
O apresentador Ronnie Von, 71, e sua mulher, Cristina Von, foram
assaltados nas imediações da marginal Pinheiros, em São Paulo, na
madrugada desta segunda-feira (14).
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Dinheiro é jogado pela janela durante ação da PF no Recife; veja vídeo
Maços de notas de R$ 50 foram arremessados da janela do prédio onde mora
o diretor-presidente da Hemobras nesta quarta-feira (9) durante uma
operação da Polícia Federal, que investiga desvios de recursos públicos
da estatal de pesquisas relacionadas a sangue.
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
'Agora aguenta', diz chefe da Anatel a operadoras que "deseducaram" usuário
João Rezende, presidente da Anatel
As empresas de telefonia móvel têm
enfrentado bastante resistência da Justiça para colocar em prática o corte do acesso à internet ao fim da franquia do pacote de dados. Mas a culpa, segundo o presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), João Rezende, é das próprias operadoras que "deseducaram" os consumidores: "Agora aguenta", disse ele, que defendeu que as promessas feitas no passado sejam honradas.
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
BEM-VINDOS AO THEREALTALK.ORG de Olavo de Carvalho apresenta a sua nova Rede Social
Publicado em 9 de ago de 2015
Olavo de Carvalho apresenta a sua nova mídia social, recebida através da colega Adelina Monteiro Batista na minha linha do tempo, no facebook > "Apresento aos amigos, a nova rede de comunicação social do Prof. Olavo de Carvalho, que pelos motivos por ele explicitados no link abaixo, resolveu criar esse novo modelo de comunicação com o público. Bom dia a todos."
sábado, 1 de agosto de 2015
Policial investiga desde 2005 o furto de R$ 164,8 mi do BANCO CENTRAL no CE
1º .set.2006 -
Mais de um ano após o assalto em Fortaleza, quadrilha foi presa em
Porto Alegre escavando túneis que seriam usados em furtos a agências do
Banrisul e da Caixa Econômica. Alguns criminosos, como Raimundo Laurindo
e Lucivaldo Laurindo, presos na ação, participaram do furto no Ceará
Fabio Lima - 4.mar.2008/Diário do Nordeste
ESTÊVÃO BERTONI
DE SÃO PAULO
01/08/2015 02h00DE SÃO PAULO
Durante
as investigações do furto ao Banco Central de Fortaleza, que completa
dez anos na próxima quarta (5), um agente da Polícia Federal disfarçado
manteve um relacionamento amoroso com uma familiar de Antônio Jussivan
Alves dos Santos, o Alemão, um dos chefes do bando. O objetivo era
descobrir seu paradeiro –ele foi preso em 2008.
quinta-feira, 30 de julho de 2015
'Médicos fantasmas' do SUS são alvo de investigações
Médicos chegam, batem ponto na entrada e
vão embora. Atendem em clínicas particulares quando deveriam estar em
hospitais públicos. Registram mais horas trabalhadas do que as horas que
existem em uma semana ou são vistos no exterior no dia em que "bateram
ponto".
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Boletim de Notícias > Blog Olhar de Coruja 19-02-15
PRINCIPAIS ASSUNTOS:
- Cardozo rebate as críticas do juiz da Lava Jato
- Novo senhor
- Governo Dilma atrasa pagamento do Pronatec
- BNDES e Caixa abolem 'lista suja' do trabalho escr...
- Bilionário George Soros recua de aposta em papéis ...
- No Congresso, nova operação blindagem para Dilma
- Empreiteiras ainda mais encrencadas pós-carnaval
- Ação das empresas junto a ministro é 'intolerável'...
- PF apreende documentos com estratégias para anular...
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Restaurante lucra entregando comida e bebida no mar
Minutos depois, outro pedido chega pela frequência de rádio: agora
trata-se de uma porção de isca de abadejo. "Estamos numa [lancha] Triton
240, vinho e branca", informa o capitão.
Kiki é o nome do bote-bar que começou a operar neste verão em Bertioga
(SP), atendendo a uma clientela VIP: tripulantes de iates e lanchas que
ancoram na praia Indaiá.
O serviço é oferecido pelo restaurante Barcus, inaugurado em novembro na Marina Capital.
| Davi Ribeiro/Folhapress | ||
| Restaurante Barcus, na praia do Indaiá em Bertioga, oferece pratos e prepara bebidas no mar, para iates e lanchas |
Dentro do mar, com água até o pescoço e adornado com uma corrente
espessa de ouro, Merson Nor, 60, recebe sua caipirosca de limão. Ela foi
preparada na hora, com vodca importada, pelo barman Deyvd Santos, 25,
de dentro do bote.
É o terceiro "refil" que o barman de Kiki prepara para o advogado dono da lancha Vida Boa, na tarde deste domingo (25).
"Já tinha visto esse serviço em Angra dos Reis, mas aqui é novidade. É
uma mordomia que vale o preço", diz Nor, enquanto seu filho, Merson
Junior, prepara um churrasco na lancha.
Pelos três drinques pedidos, ele desembolsou R$ 100 (o restaurante cobra 14% de taxa para esse serviço).
"No fim de semana eu preparo de 25 a 30 caipirinhas por dia. A gorjeta é
boa", diz Santos, que já ganhou R$ 50 de um cliente assíduo.
O rádio apita com um novo chamado e Alex Felix, garçom-capitão do bar
flutuante, volta à areia para receber um carregamento de cerveja e gelo.
A entrega é feita dois minutos depois no iate Prima Donna, onde um grupo de mais de dez amigos ouve música eletrônica.
"A cerveja acaba e é só chamar pelo rádio. É sensacional, mas é
carinho", diz o gerente Santiago Motta, 38, que alugou a embarcação.
As mulheres também aprovam o delivery no mar. A empresária Mariana
Gonçalves, 34, acha uma "maravilha" pedir sua "saladinha de palmito" no
barco. "E quando as crianças ficam com fome, é só ligar. É luxo
COMENTÁRIO DA BLOGUEIRO: é luxo sim! O capitalismo tem os seus encantos!
domingo, 25 de janeiro de 2015
Resumo das notícias do Blog Olhar de Coruja > 25-01-15
- O PT escancara sua autofagia
- E-mail de prefeitura petista foi usado para atacar...
- A privataria petista na Petrobras africana
- Camargo Corrêa já admite assumir culpa em esquema ...
- Jornalismo-robô: softwares que escrevem notícias d...
- Seca já atinge 5 das 10 maiores regiões metropolit...
- Sumida, Dilma estima que dificuldades irão até 201...
- 'A internet desaparecerá', diz diretor-executivo d...
- Deputados devem custar R$ 75 milhões ao mês
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Por comissão, médicos fazem cirurgias desnecessárias e fraudes, informa TV
Uma
máfia atua no mercado de próteses no Brasil, que movimenta R$ 12
bilhões por ano. Médicos chegam a prescrever cirurgias desnecessárias,
colocando em risco a vida dos pacientes. Em troca, recebem das empresas
que comercializam os implantes comissões que rendem até R$ 100 mil por
mês. Em muitos casos, o esquema frauda documentos para obter liminares
judicias que obrigam o SUS e planos privados de saúde a pagar por
procedimentos superfaturados.
As ações criminosas foram escancaradas pelo repórter Giovanni Grizotti em reportagem exibida na noite deste domingo (4) no programa Fantástico. A apuração foi feita durante três meses, em cinco Estados. Para pilhar as transações ilegais, o repórter se fez passar por médico. Com uma câmera escondida, registrou uma impressionante sequência de propostas indecorosas. Mercadores de próteses oferecem às escâncaras comissões de 20%, 25%, 30%.
O repórter ouviu uma mulher que era responsável pela contabilidade de uma grande clínica em São Paulo. Ela falou sem exibir o rosto. “Aquilo ali parecia uma quadrilha. Uma quadrilha agindo e lesando a população”, disse, manuseando papeis. “Um exemplo que eu tenho aqui: R$ 260 mil de cirurgia, R$ 80 mil pra conta do médico. Tem uma empresa pagando R$ 590 mil de comissão pro médico no período aqui de seis meses.”
As empresas que repassam dinheiro aos médicos por baixo da maca, normalmente em espécie, utilizam um mecanismo manjado para tentar ludibriar o fisco. Pedem aos médicos que assinem contratos de consultoria. Assim, podem lançar as comissões na contabilidade como se fossem despesas lícitas.
Diretor de um hospital de Porto Alegre por 14 anos, o médico Alberto Kaemmerer disse ter criado um grupo para revisar os pedidos de cirurgia. “A cirurgia mal indicada, ela acresce um risco muitíssimo importante. Risco de morte”, afirmou. O grupo revisor rejeitou, por desnecessárias, pelo menos 35% das cirurgias de próteses.
Deu-se coisa parecida em São Paulo, no Albert Einsten, uma das mais prestigiadas casas hospitalares da América Latina. Ali, uma equipe médica perscrutou durante um ano os pedidos de cirurgia de coluna encaminhados por médicos credenciados num determinado plano de saúde. Cláudio Lottenberg, presidente do Einstein, relatou: “Nós recebemos aproximadamente 1,1 mil pacientes no período de um ano. E desses, menos de 500 tiveram indicação cirúrgica. Então, muito possivelmente, estava havendo um exagero em relação a essas indicações.”
A reportagem exibiu casos de clientes do SUS que, após mofar na fila à espera de cirurgias de próteses, foram encaminhados pelo médico a um escritório de advocacia. Que se incumbiu de requerer liminar judicial, anexando à petição orçamento superfaturado.
No Rio, a Polícia Federal farejou um caso do gênero, que resultou em prejuízo de R$ 7 milhões ao plano de saúde dos Correios. Flagrado, João Maurício Gomes da Silva, um ex-assessor da Diretoria Regional dos Correios, firmou um acordo de delação premiada. E abriu o bico:
“Aquela empresa que, teoricamente, dizemos que era parceira, ela apresentava, já vinham com duas ou três orçamentos montados. Então, sempre determinando quem estaria levando naquela determinada cirurgia, quem seria a beneficiada.” O delator citou um caso em que uma cirurgia que deveria ter custado no máximo R$ 200 mil, roçou a casa de R$ 1 milhão.
A exposição de mais essa máfia informa ao contribuinte que há na praça outra vereda do crime rumo ao bolso dos brasileiros. Só no SUS, realizam-se anualmente 7 milhões de cirurgias para o implante de próteses. Sem saber que estava sendo gravado, um empresário de São José do Rio Preto, cidade do interior paulista, disse ter montado duas empresas de fachada para “concorrer” com a sua.
Registradas em nome de dois funcionários, as firmas de fancaria elaboram orçamentos fictícios, simulando uma disputa. E os servidores que ajudam a praticar a fraude credita-se de uma propina de 25%. A certa altura o repórter abre o jogo para o tal empresário, revelando que preparava uma notícia sobre o tema.
Antes que a ficha lhe caísse e ele começasse a negar o que acabara de afirmar, o tal empresário perdeu, por assim dizer, o rebolado. “Nós somos do Fantástico e o senhor admitiu a prática de vários crimes”, afirma o repórter, na lata. E o empresário, fazendo semblante de surpresa: “Olha, né… Brasil, né… todo mundo pega essa situação de querer alguma coisa no que produz. Então, isso o Brasil inteiro está assim.”
De fato, não há mais para onde virar. Para do lado que se olhe, o que se verifica é que “o Brasil inteiro está assim.”
UOL Blog do Josias
As ações criminosas foram escancaradas pelo repórter Giovanni Grizotti em reportagem exibida na noite deste domingo (4) no programa Fantástico. A apuração foi feita durante três meses, em cinco Estados. Para pilhar as transações ilegais, o repórter se fez passar por médico. Com uma câmera escondida, registrou uma impressionante sequência de propostas indecorosas. Mercadores de próteses oferecem às escâncaras comissões de 20%, 25%, 30%.
O repórter ouviu uma mulher que era responsável pela contabilidade de uma grande clínica em São Paulo. Ela falou sem exibir o rosto. “Aquilo ali parecia uma quadrilha. Uma quadrilha agindo e lesando a população”, disse, manuseando papeis. “Um exemplo que eu tenho aqui: R$ 260 mil de cirurgia, R$ 80 mil pra conta do médico. Tem uma empresa pagando R$ 590 mil de comissão pro médico no período aqui de seis meses.”
As empresas que repassam dinheiro aos médicos por baixo da maca, normalmente em espécie, utilizam um mecanismo manjado para tentar ludibriar o fisco. Pedem aos médicos que assinem contratos de consultoria. Assim, podem lançar as comissões na contabilidade como se fossem despesas lícitas.
Diretor de um hospital de Porto Alegre por 14 anos, o médico Alberto Kaemmerer disse ter criado um grupo para revisar os pedidos de cirurgia. “A cirurgia mal indicada, ela acresce um risco muitíssimo importante. Risco de morte”, afirmou. O grupo revisor rejeitou, por desnecessárias, pelo menos 35% das cirurgias de próteses.
Deu-se coisa parecida em São Paulo, no Albert Einsten, uma das mais prestigiadas casas hospitalares da América Latina. Ali, uma equipe médica perscrutou durante um ano os pedidos de cirurgia de coluna encaminhados por médicos credenciados num determinado plano de saúde. Cláudio Lottenberg, presidente do Einstein, relatou: “Nós recebemos aproximadamente 1,1 mil pacientes no período de um ano. E desses, menos de 500 tiveram indicação cirúrgica. Então, muito possivelmente, estava havendo um exagero em relação a essas indicações.”
A reportagem exibiu casos de clientes do SUS que, após mofar na fila à espera de cirurgias de próteses, foram encaminhados pelo médico a um escritório de advocacia. Que se incumbiu de requerer liminar judicial, anexando à petição orçamento superfaturado.
No Rio, a Polícia Federal farejou um caso do gênero, que resultou em prejuízo de R$ 7 milhões ao plano de saúde dos Correios. Flagrado, João Maurício Gomes da Silva, um ex-assessor da Diretoria Regional dos Correios, firmou um acordo de delação premiada. E abriu o bico:
“Aquela empresa que, teoricamente, dizemos que era parceira, ela apresentava, já vinham com duas ou três orçamentos montados. Então, sempre determinando quem estaria levando naquela determinada cirurgia, quem seria a beneficiada.” O delator citou um caso em que uma cirurgia que deveria ter custado no máximo R$ 200 mil, roçou a casa de R$ 1 milhão.
A exposição de mais essa máfia informa ao contribuinte que há na praça outra vereda do crime rumo ao bolso dos brasileiros. Só no SUS, realizam-se anualmente 7 milhões de cirurgias para o implante de próteses. Sem saber que estava sendo gravado, um empresário de São José do Rio Preto, cidade do interior paulista, disse ter montado duas empresas de fachada para “concorrer” com a sua.
Registradas em nome de dois funcionários, as firmas de fancaria elaboram orçamentos fictícios, simulando uma disputa. E os servidores que ajudam a praticar a fraude credita-se de uma propina de 25%. A certa altura o repórter abre o jogo para o tal empresário, revelando que preparava uma notícia sobre o tema.
Antes que a ficha lhe caísse e ele começasse a negar o que acabara de afirmar, o tal empresário perdeu, por assim dizer, o rebolado. “Nós somos do Fantástico e o senhor admitiu a prática de vários crimes”, afirma o repórter, na lata. E o empresário, fazendo semblante de surpresa: “Olha, né… Brasil, né… todo mundo pega essa situação de querer alguma coisa no que produz. Então, isso o Brasil inteiro está assim.”
De fato, não há mais para onde virar. Para do lado que se olhe, o que se verifica é que “o Brasil inteiro está assim.”
UOL Blog do Josias
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Juiz perde voo e dá voz de prisão a funcionários da TAM no Maranhão
O juiz Marcelo Testa Baldochi, da comarca da cidade de Senador La Roque,
no Maranhão, deu voz de prisão a três funcionários do check-in da
companhia aérea TAM no aeroporto de Imperatriz (630 km de São Luís) na
noite de sábado (6).
Segundo depoimento dos funcionários, o magistrado quis embarcar em um
avião da companhia aérea após o encerramento dos procedimentos para
embarque.
Ao ter o acesso à aeronave negado, o juiz deu voz de prisão aos funcionários e chamou a Polícia Militar. Os trabalhadores da TAM foram encaminhados para uma unidade da Polícia Civil no centro de Imperatriz (MA).
Os três funcionados foram ouvidos e liberados. O magistrado não prestou depoimento e embarcou em outro voo no mesmo aeroporto, de outra companhia aérea.
O caso será investigado pela 3º Delegacia de Polícia de Imperatriz.
O juiz Marcelo Baldochi não foi localizado pela Folha.
Em nota, a TAM informou que "segue todos os procedimentos de embarque regidos pela legislação do setor" e que "está colaborando e prestando todos os esclarecimentos às autoridades".
A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) afirmou em nota que "compartilha da indignação da sociedade e considera inadmissível qualquer atitude praticada por agentes públicos, magistrados ou não, que represente abuso de poder e de autoridade."
TRABALHO ESCRAVO
Em dezembro de 2008, o juiz Marcelo Testa Baldochi entrou para a "lista suja" de empregadores acusados pelo Ministério do Trabalho de submeter trabalhadores à situação análoga à escravidão. Seu nome foi retirado da versão do cadastro atualizada no ano seguinte.
Baldochi foi incluído na "lista suja" após o Ministério do Trabalho ter localizado, em 2007, um grupo de 25 trabalhadores em situação degradante nas terras do magistrado.
Na época, o juiz disse que houve "abuso" por parte da fiscalização e que "nunca houve" trabalho análogo à escravidão em sua propriedade.
É Brasil país de Lula. É Maranhão Estado de Sarney (grifo meu)
FOLHA
Ao ter o acesso à aeronave negado, o juiz deu voz de prisão aos funcionários e chamou a Polícia Militar. Os trabalhadores da TAM foram encaminhados para uma unidade da Polícia Civil no centro de Imperatriz (MA).
Os três funcionados foram ouvidos e liberados. O magistrado não prestou depoimento e embarcou em outro voo no mesmo aeroporto, de outra companhia aérea.
O caso será investigado pela 3º Delegacia de Polícia de Imperatriz.
O juiz Marcelo Baldochi não foi localizado pela Folha.
Em nota, a TAM informou que "segue todos os procedimentos de embarque regidos pela legislação do setor" e que "está colaborando e prestando todos os esclarecimentos às autoridades".
A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) afirmou em nota que "compartilha da indignação da sociedade e considera inadmissível qualquer atitude praticada por agentes públicos, magistrados ou não, que represente abuso de poder e de autoridade."
TRABALHO ESCRAVO
Em dezembro de 2008, o juiz Marcelo Testa Baldochi entrou para a "lista suja" de empregadores acusados pelo Ministério do Trabalho de submeter trabalhadores à situação análoga à escravidão. Seu nome foi retirado da versão do cadastro atualizada no ano seguinte.
Baldochi foi incluído na "lista suja" após o Ministério do Trabalho ter localizado, em 2007, um grupo de 25 trabalhadores em situação degradante nas terras do magistrado.
Na época, o juiz disse que houve "abuso" por parte da fiscalização e que "nunca houve" trabalho análogo à escravidão em sua propriedade.
É Brasil país de Lula. É Maranhão Estado de Sarney (grifo meu)
FOLHA
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
MP infla prova que liga máfia do ingresso com empresa da Fifa, indica laudo
- Vinicius Konchinski
Ray Whelan chegou a ser preso, mas agora responde a processo em liberade
A denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro da
existência de um esquema criminoso de venda de ingressos acima do preço
para os jogos da Copa do Mundo no Brasil continha um erro de fato.
A investigação, que levou à prisão preventiva por 24 dias de Raymond
Whelan, diretor-executivo da Match Services, empresa parceira da Fifa na
venda de ingressos e pacotes de hospitalidade do Mundial, tinha como
uma das suas principais provas as 900 ligações telefônicas que teriam
ocorrido entre o executivo inglês e o cambista franco-argelino Lamine
Fofana.
O dado, usado como argumento pela polícia para prender
Whelan no Rio de Janeiro e causar furor mundial, não foi bem esse. De
acordo com laudo pericial das interceptações telefônicas, que o UOL Esporte obteve
com exclusividade, foram 61 as ligações entre os celulares do executivo
e do cambista, número 15 vezes menor do que o anunciado pelo MP-RJ.
Destes contatos entre os dois, apenas 28 ligações foram efetivamente
completadas, somando pouco mais de 17 minutos de conversa entre os
suspeitos. É isso que mostra laudo pericial feito pelo perito Ricardo
Molina. A pedido da defesa, o laudo foi anexado ao processo.
Os
quase 1000 contatos supostamente realizados serviram como um dos
principais argumentos da promotoria para acusar Whelan de ter ligação
com uma suposta "máfia do ingresso", formada, segundo o MP-RJ, por
Fofana e mais 10 acusados, além do próprio diretor-executivo da Match.
Foram esses contatos, também, que serviram para formar o entendimento
do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Félix Fisher, que
negou pedido de habeas corpus em favor de Whelan no dia 19 de
julho deste ano, quando o réu cumpria prisão preventiva (atualmente, ele
responde ao processo em liberdade).
Induzido ao erro pelo
MP-RJ, o magistrado enxergou, à época, "estreito vínculo entre o
paciente (Whelan) e outro denunciado (Fofana) nos autos, evidenciado
pelas mais de 900 (novecentas) ligações efetuadas entre os denunciados".
Apesar de ter repetido inúmeras vezes à imprensa à época da prisão de
Whelan, e de ter incluído na denúncia à Justiça o número de 900 ligações
telefônicas entre os suspeitos, o promotor responsável pelo caso,
Marcos Kac, afirmou ao UOL Esporte na última
terça-feira (2/12), por meio de sua assessoria, que não tem certeza
quanto ao número de ligações telefônicas entre os suspeitos:
"Não temos como saber se foram ou não 900 ligações, porque não temos
acesso ao sistema (da Polícia Civil em que ficam arquivadas as ligações
interceptadas) e ainda não há um laudo (independente, além do que foi
anexado ao processo pela defesa). Se o Dr. Kac passou essa informação, à
época, foi porque a recebeu do delegado. (...)
Se houver um
erro de informação estimada antes dos laudos, será corrigido no decorrer
do processo. Mas, volto a colocar, que a quantidade de ligações não
deverá interferir no resultado do processo, já que o mais importante é,
por exemplo, o conteúdo dessas ligações e as movimentações financeiras
suspeitas."
Por causa do suposto erro do MP-RJ, a defesa de
Whelan pede na Justiça que o promotor Marco Kac seja investigado por ter
incluído na acusação uma "declaração absolutamente falsa, que induziu o
Judiciário a erro, e que deve ser apurada, pois pode configurar os
crimes de falsidade ideológica (art. 299, § único do Código Penal) e
fraude processual (art. 357, § único do CP)."
Interceptações evidenciam negociações
O fato de terem havido 15 vezes menos ligações telefônicas entre Whelan
e Fofana não quer dizer, porém, que o executivo da Match é inocente no
processo a que responde.
Nas transcrições das conversas interceptadas entre os acusados, às quais o UOL Esporte também
teve acesso, há trechos que mostram negociações de ingressos entre
Whelan e Fofana em que o segundo deixa claro, segundo o MP-RJ, que está
comprando os ingressos para repassar a terceiros, a preços acima dos
oficiais:
Raymond Whelan: "Bem, eu estava ligando, mais cedo hoje de manhã eu tinha alguns business seat (pacote
de hospitalidade para jogos da Copa), que estavam com o preço bom mas
já acabaram agora, errr, então me avise, você precisa de alguma coisa ou
há algo..."
Lamine Fofana: "Ah ok ok, sem problemas.Ok, OK. Eu te ligo de volta, Vou perguntar para o meu cliente se ele precisa de business seat. Eu te retorno".
Para o MP-RJ, esta conversa evidencia que Whelan incorreu em crime previsto no Estatuto do Torcedor:
"Art. 41-G. Fornecer, desviar ou facilitar a distribuição de ingressos para venda por preço superior ao estampado no bilhete:
Pena - reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos e multa."
Já para o advogado de defesa de Whelan, Fernando Fernandes, não há
evidência de crime na conversa acima, já que não há preço estampado no
produto comercializado, que eram pacotes de hospitalidade, e não
bilhetes comuns para os jogos. É o que se lê na resposta à acusação,
apresentada no processo, a que o UOL Esporte também teve acesso:
"O que é absolutamente fundamental que se compreenda é que a Match tem o
direito, assegurado por contrato com a Fifa, de fixar livremente os
valores dos pacotes de hospitalidade. (...) É importante mencionar que
justamente pelo fato de os valores dos pacotes de hospitalidade poderem
ser fixados livremente pela Match, nos ingressos destinados à essa
modalidade de entrada não há preço estampado no bilhete, que é elementar
dos crimes previstos no Estatuto do Torcedor."
Reprodução
Exemplo de ingresso do pacote tipo "hospitalidade", que não traz preço de face
Reprodução
Exemplo de ingresso comum para jogos da Copa do Mundo, com o preço de face
Em outro trecho de conversa interceptada pela polícia com autorização
judicial, Whelan e Fofana negociam pacotes de hospitalidade (business
seat) para o jogo Equador x França. O cambista informa ao executivo que
levará jogadores ao estádio, e que convidara Pelé para assistir à
partida.
No mesmo diálogo, Fofana também admite que não compra
os ingressos para seu uso próprio, e sim para "clientes". Assim como no
trecho anterior, o MP-RJ enxerga nas conversas provas incontestes de
crime de cambismo, enquanto a defesa de Whelan entende que não há
nenhuma ilicitude nas negociações que ocorrem:
Raymond Whelan: "Ok, o que aconteceu com, o que aconteceu com Equador França?"
Lamine Fofana: "Equador França, quer saber, meu patrocinador não me respondeu ainda. Ele me disse que ia me responder e estou esperando."
W: "Ok, porque todos os jogos agora estão sendo um problema é tão bem sucedido."
F: "Eu sei, eu sei, eu entendo isso porque, você quer saber, quando eu falo com ele, eu fui no jogo ontem foi em São Paulo,ok, eu estou com ele lá e eu digo para ele que eu preciso do artigo terminado e ok, quanto custará o executivo e talvez eu faça alguma coisa."
W: "OK."
F: "É o patrocinador que está lá e acho que é melhor como você diz, colocar todo mundo no executivo do que na categoria um, sabe."
W: "Claro, claro."
F: "Err você sabe que teremos uma grande estrela que não joga mais lá, como Deco ou Romário vão passar e queremos fazer uma surpresa para o Pelé, perguntar para ele sobre o e-mail enviado para ele, porque se ele estiver no Rio ele vai passar lá"
W: "Excelente."
F: "Você sabe que isso seria fantástico."
W: "Então em qual suite você estava ontem."
W: "Ok, porque todos os jogos agora estão sendo um problema é tão bem sucedido."
F: "Eu sei, eu sei, eu entendo isso porque, você quer saber, quando eu falo com ele, eu fui no jogo ontem foi em São Paulo,ok, eu estou com ele lá e eu digo para ele que eu preciso do artigo terminado e ok, quanto custará o executivo e talvez eu faça alguma coisa."
W: "OK."
F: "É o patrocinador que está lá e acho que é melhor como você diz, colocar todo mundo no executivo do que na categoria um, sabe."
W: "Claro, claro."
F: "Err você sabe que teremos uma grande estrela que não joga mais lá, como Deco ou Romário vão passar e queremos fazer uma surpresa para o Pelé, perguntar para ele sobre o e-mail enviado para ele, porque se ele estiver no Rio ele vai passar lá"
W: "Excelente."
F: "Você sabe que isso seria fantástico."
W: "Então em qual suite você estava ontem."
F: "Ontem eu estava na suite 611."
W: "OK, então era uma suíte privada."
F: "Suíte privada, você sabe que eu recebi um presente por isso, você sabe o presentinho, a Copa do Mundo, é um presente fantástico."
W: "Charlie quer que você devolva, o Charlie gostaria que você devolvesse."
F: "Eles sabem, na suíte 611, porque você sabe o que eu compro para outra pessoa, para o meu cliente, você sabe o que eu quero dizer."
W: "Certo, certo."
Atualmente, tanto Whelan quanto Fofana e os outros dez acusados respondem em liberdade a processo por cambismo, organização para o crime, corrupção ativa, sonegação e lavagem de dinheiro. O UOL Esporte entrou em contato com o advogado do diretor-executivo da Match, Fernando Fernandes, que afirmou que não se pronunciaria neste momento sobre o caso, por este correr em segredo de justiça.
W: "OK, então era uma suíte privada."
F: "Suíte privada, você sabe que eu recebi um presente por isso, você sabe o presentinho, a Copa do Mundo, é um presente fantástico."
W: "Charlie quer que você devolva, o Charlie gostaria que você devolvesse."
F: "Eles sabem, na suíte 611, porque você sabe o que eu compro para outra pessoa, para o meu cliente, você sabe o que eu quero dizer."
W: "Certo, certo."
Atualmente, tanto Whelan quanto Fofana e os outros dez acusados respondem em liberdade a processo por cambismo, organização para o crime, corrupção ativa, sonegação e lavagem de dinheiro. O UOL Esporte entrou em contato com o advogado do diretor-executivo da Match, Fernando Fernandes, que afirmou que não se pronunciaria neste momento sobre o caso, por este correr em segredo de justiça.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Corte de internet ao fim de limite da franquia compromete acesso a WhatsApp
Com o corte da internet após o fim do limite da franquia, idealizado
pelas operadoras de telefonia móvel do país e já colocado parcialmente
em prática pela Vivo, os usuários tendem a perder o acesso ao WhatsApp
--um dos aplicativos mais utilizados nos celulares e smartphones."Ao fim do limite do pacote de dados, as operadoras, ao invés de cortar o serviço, optaram por reduzir a velocidade do acesso. O benefício permite que o usuário, mesmo extrapolando a cota contratada, possa fazer pelo menos o básico, que inclui as mensagens de texto pelo WhatsApp ou a consulta de um e-mail", afirma Eduardo Tude, da consultoria de telecomunicações Teleco, que caracteriza a mudança das operadoras como uma "tendência natural".
Segundo ele, em outros países da América do Norte, da Europa, e da Ásia, o corte é algo natural ao fim da conta contratada. "Ou você contrata um plano adicional ou você fica sem o serviço. Não há outra alternativa." No Brasil, no entanto, a possibilidade do acesso limitado foi adotada com o intuito de disseminar o uso da internet no celular, conta Tude. Postura similar também foi adotada em outros países da América Latina.
A mudança agora proposta pelas operadoras, na opinião de Tude, é um reflexo da mudança da demanda dos próprios usuários. "O benefício já não tem agradado tanto os usuários, que, muitas vezes, reclamam da baixa qualidade do acesso. O que se quer é uma internet cada vez mais veloz", disse ele, que acrescenta: "Além disso, hoje a velocidade mais baixa é disponibilizada pelo uso da rede 2G, mas a tendência é que ela seja eliminada para dar espaço a uma tecnologia de maior capacidade."
Do ponto de vista legal, a mudança também é permitida desde que estabelecida no contrato de prestação de serviço. É o que afirmou Adriana Pereira, diretora de Programas especiais do Procon/SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor do Estado de São Paulo). Segundo ela, as operadoras não podem alterar as regras dos contratos em vigência sem a autorização dos clientes.
"Se você já assinou o contrato e o corte não está previsto nele, a operadora é obrigada assegurar que você continue tendo o acesso limitado após o fim do limite da franquia até que o contrato vença", explicou a especialista, que orientou: "Fique atento e não aprove qualquer alteração no contrato caso não esteja de acordo." E, caso o corte for realizado mesmo não estando previsto em contrato, Adriana sugere que o consumidor comunique a operadora para fazer falar seus direitos e, em último caso, procure os órgãos de atendimento ao consumidor.
Mas, mesmo estando previsto em contrato, para cortar a internet é preciso que a operadora permita que o usuário possa acompanhar seus usos quando e quantas vezes ele julgar necessário. "Esse controle não pode ser unilateral, como acontece na maioria dos casos", relatou a diretora do Procon-SP.
Posição das operadoras
A Vivo foi a primeira operadora brasileira a implementar a nova forma de cobrança da internet. Desde a última quinta-feira (6), a modalidade é válida para os usuários do plano pré-pago nos Estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Os clientes, segundo a empresa, receberão um SMS quando consumo atingir 80% e outro quando atingir 100% do pacote. O pacote adicional de 50 MB custa R$ 2,99 e tem validade de 7 dias."Para atender cada vez mais as necessidades e expectativas dos clientes, a Vivo está ajustando seus pacotes de internet móvel pré-paga. O cliente agora navega sempre em alta velocidade, sem o incômodo de o desempenho ser reduzido quando a franquia acaba", disse a Vivo, por meio de uma nota, ao justificar a mudança. A operadora afirmou ainda que a medida será estendida para outras regiões e para os planos pós-pagos nos próximos meses, mas não especificou o cronograma.
Embora não oficializado pela Oi, alguns dos clientes da operadora afirmaram ter recebido um comunicado via SMS sobre o corte do pacote de internet após o término da franquia a partir do dia 8 de dezembro. Por meio de nota, a empresa disse estar "atenta ao mercado e entende que as mudanças nos hábitos de consumo de dados podem afetar a experiência do usuário de internet móvel, gerando uma percepção negativa em relação à navegação no celular". A Oi afirmou ainda que considera o fim da velocidade reduzida, aliada ao novo modelo de cobrança por pacotes adicionais, uma tendência mundial e está avaliando com atenção essa estratégia.
A TIM também se mostrou propensa a seguir o mesmo caminho das concorrentes. Ainda que tenha dito não prever qualquer ajuste, informou por meio de uma nota que está avaliando as diferentes possibilidades. "Estamos atentos às tendências de mercado e acredita que mudanças no formato de tarifação de dados móveis são um movimento natural, em linha com o crescimento contínuo do uso de internet nos celulares e outros dispositivos. Os clientes necessitam de franquias cada vez maiores e de uma experiência de internet de alta qualidade e – nesse contexto – o modelo de redução de velocidade após o consumo dos pacotes pode criar uma percepção negativa do serviço."
Já a Claro afirmou que "está constantemente avaliando formas de oferecer aos seus clientes a melhor experiência em internet móvel do Brasil", mas não se posicionou contra ou a favor ao corte do acesso ao fim do limite da franquia, tampouco se vai ou não aderir ao modelo.
UOL
Radar: Quem vai ser o candidato do PSDB em 2018?
Publicado em 10/11/2014
Em entrevista ao jornal O Globo,
Aécio Neves teve que responder quem será o candidato do PSDB à
presidência da república em 2018, o senador tucano ou o governado
Geraldo Alckmin. Vai ser uma disputa dura e ela já começou. A informação
é de Lauro Jardim, no Radar Online.
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