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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Temer critica ocupações e sugere que alunos nem sabem o que é uma PEC



O presidente Michel Temer durante Seminário de Infraestrutura e Desenvolvimento do Brasil, em Brasília
O presidente Michel Temer durante Seminário de Infraestrutura e Desenvolvimento do Brasil, em Brasília


O presidente Michel Temer criticou nesta terça-feira (8) o movimento de ocupações de escolas públicas contra a reforma do ensino médio, que prevê a flexibilização dessa etapa. 
Em discurso a uma plateia de empresários e executivos, o peemedebista afirmou que as pessoas precisam aprender a respeitar as instituições e que, ao ocupar prédios públicos, utilizam o argumento físico em vez do intelectual ou verbal. Com a ocupação em escolas e universidades, o Inep adiou o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 271 mil candidatos para os dias 3 e 4 de dezembro. 
"Nós precisamos aprender no país a respeitar as instituições, e o que menos se faz hoje é respeitar as instituições. Isso cria problemas e o direito existe exatamente para regular as relações sociais. Hoje, ao invés do argumento intelectual e verbal, usa-se o argumento físico. Vai e ocupa não sei o quê e bota pneu velho em estrada para impedir trânsito", disse. 
O peemedebista ainda ironizou o desconhecimento sobre a proposta que estabelece o congelamento de despesas do governo por 20 anos. "[Pergunto] você sabe o que é uma PEC [Proposta de Emenda Constitucional]? É uma Proposta de Ensino Comercial. As pessoas não leem o texto. Não estou dizendo os que ocupam ou não ocupam, estou dizendo em geral. As pessoas debatem sem discutir ou ler o texto", disse. 
Segundo o peemedebista, a reformulação no ensino médio é discutida há bastante tempo e não tem como objetivo prejudicar os alunos de ensino público. Para ele, não é possível que um estudante, por exemplo, não saiba falar corretamente o português ou regras básicas da matemática. "O que a medida provisória do governo federal faz é agilizar o debate relativo ao ensino médio no país", disse.

O presidente participou nesta terça-feira (8) do seminário Infraestrutura e Desenvolvimento do Brasil, promovido pelo jornal "Valor Econômico" e pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).
Reforma do ensino médio
Em conversas reservadas, o presidente tem demonstrado preocupação com o clima de animosidade no país, sobretudo contra o governo federal. Nas palavras de um assessor presidencial, os protestos vinham perdendo força desde o desfecho do processo de impeachment, mas voltaram a ganhar fôlego com o movimento de ocupação de escolas e universidades. 
No mês passado, o presidente ironizou também uma manifestação realizada em frente ao Palácio do Planalto contra a flexibilização de direitos trabalhistas. Em discurso a uma plateia de empresários e comerciantes, o peemedebista afirmou que aqueles que protestavam com vuvuzelas "aplaudem este grande momento do governo federal" e sugeriu que fossem oferecidos empregos aos manifestantes que estivessem desempregados. 
OCUPAÇÕES EM SÃO PAULO
 
As declarações do presidente Michel Temer sobre as ocupações de escolas pelo país ocorrem na semana que marca um ano do início da ocupação de colégios públicos em São Paulo. Há um ano, os estudantes da rede estadual ocuparam suas escolas em protesto contra a decisão do governo Geraldo Alckmin (PSDB) de dividir parte dos colégios estaduais por ciclos únicos de ensino (anos iniciais e finais do fundamental e o médio). 
Esse plano previa para 2016 o fechamento de 93 escolas e o remanejamento de 311 mil alunos -a rede estadual tem 5.147 escolas e atende a 3,8 milhões de alunos. Ao todo, 754 escolas atenderiam só um ciclo de ensino no Estado. 
No total, 196 escolas no Estado foram ocupadas. O desgaste ao governo estadual levou ao recuo da proposta. O secretário de educação, que havia encabeçado o projeto de reforma, acabou caindo. As ocupações duraram quase dois meses.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Pressionado pelas denúncias, MEC tenta explicar a mudança dos currículos no ensino


Publicado em 6 de jan de 2016
E inevitável voltar a um tema já comentado essa semana que é a mudança de todos os currículos dos ensino fundamental 1 e 2 e do ensino médio. É importante salientar que o governo está fazendo às escondidas, chamando de consulta pública, a alteração de todas as disciplinas. O problema maior é isso tudo estar sendo feito clandestinamente. Diante das nossas denúncias, o MEC resolveu se manifestar dando a desculpa de ser só uma análise, uma consulta, mas sabemos que a verdade, é que em março deve acabar esse estudo e as mudanças deverão ser impostas em junho. Saiba mais com o comentarista e analista da Jovem Pan, professor Marco Antonio Villa.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Lula culpa colonizadores por 'atrasos na educação do Brasil' e gera polêmica em Portugal

BBC

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Durante visita à Espanha, Lula também se encontrou com o rei espanhol, Filipe 6º
Durante visita à Espanha, Lula também se encontrou com o rei espanhol, Filipe 6º

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou polêmica em Portugal ao responsabilizar o período da colonização portuguesa, até 1822, pelos problemas do sistema educacional do Brasil. 

terça-feira, 28 de julho de 2015

Ao anunciar novas vagas, Dilma se enrola para explicar meta do Pronatec

Alan Marques/ Folhapress
Dilma discursa durante lançamento do Pronatec Aprendiz, no Palácio do Planalto
Dilma discursa durante lançamento do Pronatec Aprendiz, no Palácio do Planalto

Ao anunciar 15 mil novas vagas no Pronatec Aprendiz, a presidente Dilma Rousseff (PT) se enrolou nesta terça-feira (28) para explicar o pequeno aumento no programa. Os novos postos representam 1,5% das 12 milhões de vagas prometidas até 2018.